sábado, 15 de abril de 2017



Os principais alimentos que sustentam a vida do corpo (com exceção de pequenas quantidades de substâncias como vitaminas e sais minerais) podem ser classificados como carboidratos, gorduras e proteínas. Em termos gerais, esses alimentos não podem ser absorvidos, em suas formas naturais, através da mucosa gastrointestinal e, por esta razão, são inúteis como nutrientes, sem digestão preliminar. Assim, este capítulo discute, primeiro, os processos pelos quais carboidratos, gorduras e proteínas são digeridos a compostos que podem ser absorvidos e, segundo, os mecanismos pelos quais os produtos finais da digestão, bem como água, eletrólitos e outras substâncias, são absorvidos.

Digestão das Proteínas no Estômago. 

Pepsina, a importante enzima péptica do estômago, é mais ativa em pH de 2,0 a 3,0 e é inativa em pH acima de 5,0. Con - sequentemente, para que essa enzima tenha ação digestiva sobre a proteína, os sucos gástricos precisam ser ácidos.
as glândulas gástricas secretam grande quantidade de ácido clorídrico. Esse ácido clorídrico é secretado pelas células parietais (oxínticas) nas glândulas a pH em torno de 0,8, até se misturar ao conteúdo gástrico e às secreções das células glandulares não oxínticas do estômago; o pH da mistura fica, então, entre 2,0  faixa favorável à atividade da pepsina.


Um dos aspectos importantes da digestão pela pepsina é a sua capacidade de digerir a proteína colágeno, proteí- na de tipo albuminoide, pouco afetada por outras enzimas digestivas. O colágeno é constituinte significativo do tecido conjuntivo celular das carnes; portanto, para que outras enzimas do trato digestivo digiram outras proteí- nas das carnes, é preciso, primeiro, que as fibras de colá- geno sejam digeridas. Consequentemente, em pessoas que não produzem pepsina nos sucos gástricos, a carne ingerida é menos processada por outras enzimas digestivas e, portanto, pode ser mal digerida.

GASTRINA

A gastrina é hormônio secretado pelas células da gastri- na, também chamadas de células G. Essas células ficam localizadas nas glândulas pilóricas no estômago distal.
Quando carne ou outros alimentos proteicos atingem a região antral do estômago, algumas das proteínas desses alimentos têm efeito estimulador das células da gastrina, nas glândulas pilóricas, causando a liberação de gastrina no sangue para ser transportada para as células ECL do estômago. A mistura vigorosa dos sucos gástricos transporta a gastrina, rapidamente, para as células ECL no corpo do estômago, causando a liberação de histamina que age diretamente nas glândulas oxínticas profundas. A ação da histamina é rápida, estimulando a secreção de ácido clorídrico gástrico.

O ácido clorídrico é um componente importante que ajuda no processo de digestão. Dada a seguir são detalhes a respeito dos níveis normais de ácido clorídrico no estômago, juntamente com o que acontece quando há sobre e sob a secreção de ácido gástrico presente.

Como é que o estômago realiza digestão?

Sabias que a concentração de pH de ácido clorídrico no estômago é tão baixa como 1 a 2? Este pH é baixo ou suficiente para derreter material sólido! Assim, como o estômago protege auto-digestão? Bem, o estômago protege-se contra ácido forte como existe a secreção de uma camada de muco espesso de protecção que evita que o ácido prejudique as células do estômago. Além disso, bicarbonato de sódio auxilia na prevenção de danos para as células do estômago.








Ácido clorídrico baixo

Como mencionado anteriormente, o ácido clorídrico no estômago tem muitas funções importantes, e assim, quando há uma redução na secreção do mesmo, isso conduz a vários problemas. Diminuição da produção de ácido clorídrico é conhecido como hipocloridria, ao passo que a ausência completa de ácido clorídrico é conhecida como acloridria. Esta diminuição da produção de ácido clorídrico pode ocorrer devido a deficiência de vitamina e nutrientes. Há muitos sintomas de ácido clorídrico baixo no estômago tais como fezes com cheiro ruim (devido a presença de alimento não digerido), atraso no esvaziamento gástrico, inchaço abdominal superior e  flatulência geral, sonolência após a refeição, fome frequente, etc.. Além disso, uma diminuição dos níveis de ácido gástrico também conduz a maior susceptibilidade para infecções do tracto gastrointestinal, como o ácido clorídrico também tem as propriedades de ser um desinfectante. Assim, todos estes sintomas apontam para a secreção e diminuição da produção de ácido clorídrico no estômago. O tratamento para a hipocloridria ou acloridria envolve incluindo produtos alimentares que irão auxiliar o processo de digestão ou irão estimular a produção de ácido clorídrico no estômago. Estes alimentos incluem pimenta caiena, o vinagre, os suplementos de enzimas digestivas, etc..


As consequências disso para sua digestão: 


  • O alimento vai ficar mais tempo parado no estômago e você se sente estufado 
  • O alimento pode fermentar e gerar gases no estômago aumentado a sua pressão e forçando sua abertura que favorecem o refluxo e a azia
  • A baixa acidez permite que bactérias, que seriam destruídas pelo HCl, sobrevivam e passem para o seu intestino
  • Quando o alimento finalmente consegue sair do estômago e vai para o duodeno, a sopa (quimo) não está tão ácida como deveria estar e a liberação de bicarbonato de sódio e enzimas é reduzida (logo o alimento passa a ser mal digerido aqui também)
  • Quando a sopa vai para o intestino restaram proteínas, gorduras e carboidratos mal digeridos que não foram quebrados em aminoácidos, ácidos graxos e glicose, frutose ou galactose
  • Os nutrientes não são absorvidos corretamente e alguns peptídeos de alimentos mal digeridos podem acabar passando para corrente sanguínea e sendo identificados como "corpos estranhos" e o seu corpo cria anticorpos para estes alimentos, surgindo as alergias alimentares
  • A má absorção de nutrientes pode causa problemas em diversas partes do corpo causando principalmente: cansaço, indisposição e dores nas articulações.

Fontes: Fisiologia GUYTON








quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


A CONSPIRAÇÃO DO BORAX

É possível que não consiga imaginar que o bórax, esse humilde inseticida e detergente da roupa, tenha o potencial para derrubar, sozinho, todo o nosso sistema económico. Mas não tem de se preocupar, o perigo foi reconhecido e já estão a ser tomadas as medidas necessárias para resolver a situação. Vou começar pelos factos básicos e irá perceber o que quero dizer à medida que a história se desenrola.

O bórax é um sal mineral natural extraído de depósitos e é a fonte de outros compostos de boro fabricados. Os principais depósitos encontram-se na Turquia e na Califórnia. Os nomes químicos são tetraborato de sódio decahidratado, tetraborato dissódico decahidratado ou, simplesmente, borato de sódio. Isso significa que contém quatro átomos de boro como característica central combinados com dois átomos de sódio e dez moléculas (ou por vezes menos) de água de cristalização. Todo o bórax é extraído de depósitos naturais, não existe bórax sintético, a diferença reside apenas na quantidade de água de cristalização que contém – decahidratado significa 10 moléculas de água, pentahidratado significa 5 e anidro significa 0 de água; quimicamente é tudo igual.

Por conseguinte, o bórax é o sal de sódio do ácido bórico fraco. Uma vez que o sódio é mais fortemente alcalino, isto faz com que uma solução de bórax seja fortemente alcalina com um pH entre 9 e 10 (o pH 7 é neutro). Quando ingerido, reage com o ácido clorídrico no estômago para formar ácido bórico e cloreto de sódio. O teor de boro do bórax é de 11,3% enquanto o do ácido bórico é de 17,5% ou cerca de 50% mais elevado. Os compostos de boro ingeridos são rapidamente e quase completamente excretados com a urina. Antigamente, o ácido bórico era muito utilizado como conservante nos alimentos, mas atualmente é proibido para este efeito na maioria dos países e a sua venda ao público é também proibida na Austrália.

Segundo a medicina convencional, desconhece-se se o boro é essencial para os seres humanos, mas a investigação mostra que precisamos dele. A razão que tem dificultado a resposta a esta pergunta é a presença de boro em todas as plantas e alimentos não transformados. As dietas com uma quantidade razoável de fruta e legumes fornecem cerca de 2 a 5 mg de boro por dia, mas isto também depende da região onde os alimentos foram cultivados e da forma como foram cultivados.

Na realidade, a ingestão média nos países desenvolvidos é de 1 a 2 mg de boro por dia. Os doentes institucionalizados podem receber apenas 0,25 mg de boro por dia. Os fertilizantes químicos inibem a captação de boro do solo: uma maçã orgânica cultivada num bom solo pode ter 20 mg de boro, mas se for cultivada com fertilizantes pode ter apenas 1 mg de boro. Os fertilizantes aliados a más opções alimentares reduziram imenso a nossa ingestão de boro em comparação com o que acontecia há 50 ou 100 anos.

Além disso, os métodos de cozinhar pouco saudáveis reduzem muito a disponibilidade do boro nos alimentos. A água de cozedura dos legumes que contém a maioria dos minerais muitas vezes deita-se fora quando se cozinha em casa ou durante a transformação comercial; o ácido fítico existente nos produtos de padaria, cereais e legumes cozinhados pode reduzir muito a disponibilidade, enquanto a sensibilidade ao glúten e o crescimento excessivo de Candida inibem a absorção de minerais. Tudo isto faz com que os problemas de saúde devidos à deficiência de boro sejam atualmente muito frequentes.

Efeitos do boro na saúde

Devido ao seu teor de boro, o bórax e o ácido bórico têm basicamente os mesmos efeitos na saúde, com boas propriedades antisséticas, antifúngicas e antivirais, mas apenas uma ligeira ação antibacteriana. Nas plantas e também nos animais, o boro é essencial para a integridade e o funcionamento das paredes das células e para a forma como os sinais são transmitidos através das membranas.

O boro é distribuído por todo o organismo com a concentração mais elevada nas glândulas paratiroides, seguindo-se os ossos e o esmalte dentário. É essencial para um funcionamento saudável dos ossos e das articulações, regulando a absorção e o metabolismo do cálcio, do magnésio e do fósforo através da sua influência nas glândulas paratiroides. O boro está assim para as paratiroides como o iodo está para a tiroide.

A deficiência de boro faz com que as paratiroides fiquem hiperativas, libertando demasiada hormona paratiroide que aumenta o nível de cálcio no sangue ao libertar cálcio dos ossos e dos dentes. Isto conduz depois a osteoartrite e outras formas de artrite, osteoporose e cáries dentárias. Com o avançar da idade, os níveis elevados de cálcio no sangue conduzem à calcificação dos tecidos moles provocando rigidez e contrações musculares; calcificação das glândulas endócrinas, especialmente a glândula pineal e os ovários; arteriosclerose, pedras nos rins e calcificação dos rins que acabam por provocar insuficiência renal. A deficiência de boro aliada à deficiência de magnésio é especialmente prejudicial para os ossos e os dentes.

O boro afeta o metabolismo das hormonas esteroides e, especialmente, das hormonas sexuais. Aumenta os baixos níveis de testosterona nos homens e os níveis de estrogénios nas mulheres na menopausa. Desempenha também uma função na conversão da vitamina D na sua forma ativa, aumentando assim a captação de cálcio e a deposição nos ossos e nos dentes em vez de provocar a calcificação dos tecidos moles. Foram referidos também outros efeitos benéficos como, por exemplo, melhoria de problemas cardíacos, da visão, psoríase, equilíbrio, memória e cognição.

O investigador alemão do cancro, Dr. Paul-Gerhard Seeger, mostrou que o cancro começa frequentemente com a deterioração das membranas celulares. Como o boro é essencial para as membranas celulares e a deficiência de boro é vasta, isto pode ser uma causa importante do início do crescimento dos tumores. Os compostos de boro têm propriedades antitumorais e são "potentes agentes anti-osteoporóticos, anti-inflamatórios, hipolipémicos, anticoagulantes e antineoplásicos" (1).

Este resumo mostra a vasta influência do boro na nossa saúde. Em seguida irei descrever alguns destes efeitos na saúde com mais pormenor.

A cura da artrite de Rex Newnham

Na década de 1960, Rex Newnham, Ph.D., D.O., N.D, contraiu artrite. Nessa altura, trabalhava como cientista de solos e plantas em Perth, na Austrália Ocidental. Como os medicamentos convencionais não ajudavam, procurou a causa na química das plantas. Apercebeu-se que as plantas nessa zona eram bastante deficientes em minerais. Sabendo que o boro ajuda o metabolismo do cálcio nas plantas, decidiu experimentar. Começou a tomar 30 mg de bórax por dia e em três semanas todas as dores, inchaço e rigidez tinham desaparecido.

Informou as autoridades escolares médicas e de saúde pública sobre a sua descoberta, mas não se mostraram interessadas. No entanto, algumas pessoas com artrite ficaram encantadas à medida que melhoravam. Outras tinham receio de tomar uma coisa cujo recipiente apresentava um rótulo de veneno e que se destinava a matar baratas e formigas. Eventualmente, mandou fazer comprimidos com uma quantidade segura e eficaz de bórax.

Em cinco anos e com a informação a passar apenas de boca em boca vendeu 10.000 frascos por mês. Deixou de conseguir fazer face à situação e pediu a uma empresa farmacêutica para os comercializar. Foi um erro tremendo. A empresa indicou que esses comprimidos iriam substituir medicamentos mais caros e reduzir os seus lucros. Sucedeu que a empresa tinha representantes nos comités de saúde pública e fez com que, em 1981, a Austrália criasse um regulamento em que se declarava que o boro e os respetivos compostos eram venenos em qualquer concentração. Foi multado em 1000 dólares por vender um veneno e isto veio pôr um ponto final na disseminação da sua cura para a artrite na Austrália. (2)

Subsequentemente, publicou vários artigos científicos sobre o bórax e a artrite. Um deles foi um ensaio duplamente cego realizado em meados da década de 1980, no Royal Melbourne Hospital, que revelou que 70% das pessoas que concluíram o ensaio melhoraram muito. Apenas 12% melhoraram com placebo. Não houve efeitos secundários negativos, mas algumas pessoas referiram que os seus problemas cardíacos também tinham melhorado e registavam melhorias ao nível da saúde em geral e menos cansaço. (3)

A maioria da sua investigação posterior foi dedicada à relação entre os níveis de boro no solo e a artrite. Descobriu, por exemplo, que as ilhas tradicionais da cana-de-açúcar, devido à utilização pesada de fertilizantes por períodos prolongados, têm níveis muito baixos de boro no solo. A Jamaica tem o nível mais baixo e as taxas de artrite rondam os 70%. Reparou que até a maioria dos cães coxeava. A seguir vêm as Maurícias com níveis de boro muito baixos e 50% de artrite. A ingestão diária de boro nestes países é inferior a 1 mg/dia. Uma comparação interessante é entre os indianos e os fijianos de origem. Estima-se que os indianos têm uma taxa de artrite de cerca de 40% e comem muito arroz cultivado com fertilizantes, ao passo que os fijianos de origem, com uma taxa de artrite estimada em 10%, comem principalmente raízes amiláceas cultivadas por particulares, sem fertilizantes.

Os EUA, a Inglaterra, a Austrália e a Nova Zelândia têm em geral níveis médios de boro no solo, com uma ingestão estimada de 1 a 2 mg de boro e taxas de artrite de cerca de 20%. Mas Carnarvon, na Austrália Ocidental, tem elevados níveis de boro no solo e na água e a taxa de artrite é de apenas 1%. O mesmo se passa num local chamado Ngawha Springs, na Nova Zelândia, com níveis muito elevados de boro na água termal que tem efeitos curativos na artrite. Efetivamente, todas as termas com fama de curar a artrite têm níveis muito elevados de boro. Estes são também elevados em Israel, com uma ingestão diária de boro estimada em 5 a 8 mg e apenas 0,5 a 1% de artrite.

Uma análise óssea revelou que as articulações artríticas e os ossos próximos das mesmas tinham apenas metade do teor de boro das articulações saudáveis. Igualmente, o líquido sinovial que lubrifica as articulações e fornece nutrientes à cartilagem é deficiente em boro nas articulações artríticas. Após suplementação com boro, os ossos apresentavam-se muito mais duros do que o normal e os cirurgiões tiveram mais dificuldades em os serrar. Com boro adicional, as fraturas ósseas curam em cerca de metade do tempo normal, tanto nas pessoas como nos animais. Os cavalos e os cães com pernas partidas, ou mesmo com fraturas da bacia, recuperaram completamente.

O bórax também é eficaz com outras formas de artrite, como a artrite reumatoide, a artrite juvenil e o lúpus (lúpus eritematoso sistémico). Por exemplo, o Dr. Newnham viu uma menina de 9 meses com artrite juvenil. Conseguiu curá-la em 2 semanas.

Escreveu que é frequente as pessoas conseguirem livrar-se das dores, do inchaço e da rigidez em cerca de 1 a 3 meses. Em seguida, podem reduzir o tratamento de 3 para 1 comprimido de boro (cada um de 3 mg) por dia como dose de manutenção a fim de evitarem a artrite no futuro. Afirmou também que os doentes com artrite reumatoide tinham geralmente uma reação de Herxheimer e que isso é sempre um sinal de bom prognóstico. Devem ser perseverantes e bastam mais 2 ou 3 semanas para que as dores, o inchaço e a rigidez desapareçam. (4,5)

Achei esta declaração não só interessante mas também surpreendente. A reação de Herxheimer é um agravamento inicial dos sintomas com aumento da dor. Deve-se, frequentemente, às toxinas libertadas por Candida e micoplasmas mortos. Isto é muito frequente com a terapia antimicrobiana e o bórax é, definitivamente, um fungicida excecionalmente bom e forte. O que me surpreende, porém, é que este efeito fungicida já se encontre presente nesta dose bastante baixa de 75 a 90 mg de bórax. Igualmente surpreendente é a descoberta de que também até 30% das pessoas com osteoartrite tiveram uma reação de Herxheimer, o que sugere que a fronteira entre osteoartrite e artrite reumatoide é bastante fluida. Creio que em casos prolongados e especialmente resistentes será aconselhável utilizar adicionalmente outros antimicrobianos. Para os co-fatores do tratamento da artrite, ver também o meu artigo Arthritis and Rheumatism ou a brochura OVERCOMING ARTHRITIS.

Osteoporose e hormonas sexuais

A deficiência de boro faz com que se percam na urina muito maiores quantidades de cálcio e magnésio. Um suplemento de bórax reduz a perda diária de cálcio em cerca de 50%. Uma vez que este cálcio vem principalmente de osso reabsorvido e dos dentes, a deficiência de boro pode ser o fator mais importante para a causa da osteoporose e das cáries dentárias.

Estima-se que 55% dos americanos com mais de 50 anos tenham osteoporose e destes cerca de 80% são mulheres. A nível mundial, 1 em 3 mulheres e 1 em 12 homens com mais de 50 anos podem ter osteoporose, sendo esta responsável por milhões de fraturas todos os anos. Durante 30 dias foi administrado um suplemento de boro a ratos com osteoporose e o resultado foi que a qualidade dos seus ossos se tornou comparável à do grupo de controlo saudável e de um grupo com um suplemento de estradiol (6).

O efeito benéfico do bórax nos ossos parece dever-se a dois efeitos interrelacionados: um teor mais elevado de boro dos ossos que os torna mais duros e uma normalização das hormonas sexuais que estimula o crescimento de osso novo. Pensa-se que os baixos níveis de estrogénios após a menopausa são a principal razão pela qual tantas mulheres mais velhas contraem osteoporose. Nos homens, os níveis de testosterona diminuem de forma mais gradual, o que parece traduzir-se no aparecimento mais tardio de osteoporose neste grupo.

A investigação já mostrou que a suplementação de boro nas mulheres pós-menopausa duplica o nível sanguíneo da forma mais ativa de estrogénio, 17-beta estradiol, para o nível encontrado nas mulheres submetidas a terapêutica de substituição estrogénica. Igualmente, os níveis sanguíneos de testosterona mais do que duplicaram (7). Com a terapia de substituição hormonal (TSH) existe um risco mais elevado de cancro da mama ou do endométrio, o que não se constata com as hormonas produzidas pelo organismo nem com a suplementação de boro.

Algumas mulheres têm problemas pré-menstruais porque os níveis de estrogénio são demasiado elevados e a progesterona é demasiado baixa e, por conseguinte, poderão ter receio de utilizar boro. No entanto, não encontrei quaisquer provas de que o boro eleve o estrogénio acima de níveis saudáveis normais. O boro pode equilibrar os níveis de hormonas sexuais de uma forma semelhante à ação da raiz de maca em pó. A maca atua sobre a glândula pituitária não só para aumentar mas também para equilibrar as nossas hormonas sexuais e parece estimular a nossa própria produção de progesterona conforme necessário.

Um estudo recente realizado em homens jovens (29 - 50) revelou que o nível de testosterona livre (a forma que mais interessa) subira um terço após uma suplementação diária de cerca de 100 mg de bórax durante uma semana (8). Isto reveste-se de especial interesse para os culturistas.

Contrariamente à preferência médica de castrar quimicamente os homens com cancro da próstata, a investigação com boro revelou que os níveis elevados de testosterona são benéficos ao diminuírem os tumores da próstata e os níveis de PSA, sendo o PSA um marcador para tumores e inflamação na próstata. Além disso, a melhoria significativa da memória e da cognição em indivíduos idosos pode dever-se em parte ao aumento dos níveis de hormonas sexuais e em parte à melhoria das funções das membranas das células cerebrais (9).

Foram-me feitas perguntas sobre a suplementação de boro no caso de mulheres com cancro da mama sensível aos estrogénios. O cancro da mama está relacionado com calcificações na mama. Na minha opinião, é mais importante normalizar o metabolismo do cálcio-magnésio e as funções das membranas celulares do que sentirmo-nos limitados por um conceito médico eventualmente errado, especialmente porque acredito que o cancro pode geralmente ser controlado com terapia antimicrobiana prolongada. Por conseguinte, eu utilizaria boro e maca neste caso.

Fungos e fluoreto

Sendo um ótimo fungicida, não surpreende que o bórax esteja a ser utilizado com sucesso no tratamento de Candida. Existe informação muito interessante num fórum da Earth Clinic chamado Borax Cures (10). Nas pessoas de peso baixo a médio, utilizar 1/8 de colher de chá de bórax em pó e nas pessoas mais pesadas 1/4 de colher de chá por litro de água. Bebe-se a água a intervalos durante o dia, durante 4 ou 5 dias por semana enquanto for necessário.

Muitos participantes escreveram que este tratamento os curou ou ajudou muitíssimo. Por exemplo, este comentário: "Também tenho psoríase, por isso talvez as dores nas minhas articulações sejam a artrite psoriática a avançar. Pensei, depois de ler sobre o bórax aqui neste fórum, que ia experimentar. Oh Meu Deus! Num dia, as dores nos meus joelhos desapareceram! .... Além disso, a minha psoríase parece muito melhor ao fim de 2 dias a beber ¼ de colher de chá de bórax em 1 litro de água por dia."

Outra sobre fungos dos dedos dos pés: "Molhou os pés e depois pegou numa mão cheia (de bórax) e esfregou-a nos pés. Disse que parou imediatamente a comichão! Ficou espantado. Umas semanas mais tarde perguntei-lhe como é que estava o pé de atleta e ele respondeu: É espantoso! Não voltou! Aquela coisa curou-o totalmente!!!"

Outros comentários entusiásticos eram sobre candidíase vaginal. O bórax pareceu ser mais eficaz do que outros medicamentos. Em geral, uma cápsula grande de gelatina cheia de bórax ou ácido bórico foi introduzida ao deitar durante várias noites ou até 2 semanas. Em alternativa, o pó pode ser misturado com óleo de coco solidificado frio como um bólus ou supositório.

Um estudo científico recente (11) confirma estas observações positivas com a candidíase vaginal. O ácido bórico na dose de uma cápsula cheia funcionou mesmo nos casos de Candida resistente aos medicamentos e contra todas as bactérias patogénicas testadas. Devido à maior diluição, um duche poderá não ser suficientemente forte para as bactérias e para a Candida resistente aos medicamentos, mas deve funcionar para a Candida normal. O bórax, devido à sua alcalinidade, foi mais eficaz do que o ácido bórico.

Em condições saudáveis normais, a Candida existe como células de levedura ovais inofensivas. Quando desafiada, desenvolvem-se cadeias de células alongadas chamadas pseudohifas e, por último, filamentos longos e estreitos semelhantes a tubos, fortemente invasivos, chamados hifas. Estes danificam a parede intestinal, causando inflamação e síndrome do intestino permeável. As pseudohifas e hifas podem ser observadas no sangue de indivíduos com cancro e doenças autoimunes. A Candida pode também formar camadas resistentes de biofilme. Este mesmo estudo mostra que o ácido bórico/bórax inibe a formação de biofilmes e também a transformação de células de levedura inofensivas em forma hifal invasiva. Noutros artigos mostrei que este processo, frequentemente iniciado por antibióticos, é uma causa básica da maioria das nossas doenças modernas, e isto faz do bórax e do ácido bórico remédios para os cuidados de saúde primários. Mas este artigo mostra que existem muito mais razões para lhes atribuir uma classificação máxima.

Uma análise científica em 2011 concluiu que: "... o ácido bórico é uma opção económica, alternativa e segura para as mulheres com sintomas recorrentes e crónicos de vaginite quando o tratamento convencional falha..." (12). Mas já que é tão melhor do que os medicamentos, por que não utilizá-lo como primeira opção ou utilizar o ainda mais eficaz bórax?

Outro estudo da Turquia (13) mostra o efeito protetor do ácido bórico em alimentos contaminados com micotoxinas, especialmente aflatoxinas fúngicas. Entre estas, a aflatoxina B1 (AFB1) causa danos extensos ao nível do ADN e é o carcinogéneo mais potente jamais testado, afetando especialmente o fígado e os pulmões, causando também defeitos de nascença, imunotoxicidade e mesmo a morte em animais de produção e nos seres humanos. O tratamento com ácido bórico foi protetor e suscitou o aumento da resistência do ADN aos danos oxidativos induzidos pela AFB1. A forte ação antifúngica do ácido bórico é, evidentemente, a razão pela qual tem sido tradicionalmente utilizado como conservante alimentar.

O bórax, à semelhança da solução de iodo de lugol igualmente em perigo, também pode ser utilizado para remover os fluoretos acumulados e os metais pesados do organismo (14). O fluoreto não só provoca a deterioração dos ossos, mas também a calcificação da glândula pineal e a hipoatividade da tiroide. O bórax reage com os iões de fluoreto para formar fluoretos de boro que são depois excretados na urina.

Num estudo chinês, utilizou-se bórax para tratar 31 doentes com fluorose esquelética. A quantidade foi gradualmente aumentada de 300 para 1100 mg/dia durante um período de três meses, com uma semana de paragem todos os meses. O tratamento foi eficaz com 50 a 80% de melhoria.

Uma participante do fórum sofreu de fibromialgia/rosácea, fadiga crónica e problemas da ATM (articulação temporomandibular) durante mais de 10 anos e pensa que foram causados pelos fluoretos. Utilizou 1/8 de colher de chá de bórax e 1/8 de colher de chá de sal marinho num litro de água desclorada e bebeu-a durante 5 dias todas as semanas. Em duas semanas, a cara estava limpa, a vermelhidão regredira, a temperatura corporal normalizara, o nível de energia aumentara e ela perdera o excesso de peso de forma regular. O único efeito secundário foi um agravamento inicial dos sintomas de rosácea.

Outro comentário: "Há 7 anos cancro da tiroide, no ano seguinte fadiga adrenal, depois menopausa precoce, no ano seguinte prolapso uterino seguido de histerectomia – no ano seguinte fibromialgia e neuropatia. Na minha infância era água fluorada juntamente com comprimidos de flúor. No outono de 2008 enfrentava a incapacidade total. Mal podia andar e não conseguia dormir por causa das dores e vomitava todos os dias devido às dores nas costas. ... Depois de ler sobre o flúor, comecei a perceber de onde vinham todos os meus problemas. ... Comecei a desintoxicação com bórax, 1/8 de colher de chá num litro de água, e em 3 dias os meus sintomas praticamente desapareceram."

Metabolismo do cálcio-magnésio

Existe antagonismo e também cooperação entre o cálcio e o magnésio. Cerca de metade do magnésio total do organismo encontra-se nos ossos e a outra metade no interior das células de tecidos e órgãos. Apenas 1% se encontra no sangue e os rins tentam manter este nível constante excretando mais ou menos com a urina.

Em contrapartida, 99% do cálcio encontra-se nos ossos e o resto no líquido no exterior das células. Os músculos contraem quando o cálcio entra para as células e relaxam quando o cálcio é novamente bombeado para fora e entra o magnésio. Esta bomba celular exige muita energia para bombear o cálcio para fora e, se as células estiverem com uma baixa de energia, o cálcio pode acumular-se dentro das células. A baixa energia celular pode dever-se a Candida, ao metabolismo deficiente dos açúcares ou das gorduras, a deficiências ou à acumulação de resíduos metabólicos e toxinas.

Isto conduz depois à relaxação apenas parcial dos músculos com rigidez, uma tendência para cãibras e má circulação sanguínea e linfática. O problema agrava-se quanto mais cálcio se move dos ossos para os tecidos moles. As células nervosas também podem acumular cálcio, conduzindo a uma transmissão nervosa deficiente, no cristalino causa cataratas, a produção hormonal é cada vez mais reduzida à medida que as glândulas endócrinas calcificam cada vez mais e todas as outras células são afetadas nas suas funções normais. Além disso, causa deficiência de magnésio intracelular. O magnésio é necessário para ativar inúmeras enzimas e a sua deficiência faz com que a produção de energia seja ineficaz e bloqueada.

Um outro problema é que o excesso de cálcio danifica a membrana celular e torna mais difícil a entrada de nutrientes e a saída de resíduos. Quando o nível de cálcio intracelular fica demasiado elevado a célula morre.

Podemos ver aqui a importância do boro como regulador das funções das membranas celulares, especialmente no que diz respeito aos movimentos do cálcio e do magnésio. Com uma deficiência de boro, entra demasiado cálcio para a célula ao passo que o magnésio não consegue entrar para o deslocar. Este é o problema da velhice e das doenças com deficiência de boro que a ela conduzem.

Enquanto se está de boa saúde e especialmente quando se é mais novo, uma proporção de cálcio-magnésio de 2:1 é normal e benéfica e fornecida com uma boa dieta. Mas à medida que a idade avança, com a deficiência de boro e os problemas de doença daí resultantes, precisamos progressivamente de menos cálcio e de mais magnésio.

Para que o boro seja totalmente eficaz a inverter a calcificação dos tecidos, é necessária uma grande quantidade de magnésio. Para as pessoas idosas, recomendo 400 a 600 mg de magnésio juntamente com a suplementação diária de boro intervalados durante o dia e, com problemas prolongados de articulações, magnésio transdérmico adicional. No entanto, o magnésio oral poderá ter de ser ajustado em função do seu efeito laxativo. Tenho dúvidas se os suplementos de cálcio são necessários e benéficos, mesmo no caso de osteoporose. Na minha opinião, essas pessoas têm muito cálcio armazenado nos tecidos moles onde não deveria estar, e os suplementos de boro e magnésio irão voltar a depositar esse cálcio deslocado nos ossos. Considero a insistência dos médicos numa elevada ingestão de cálcio como uma receita para o envelhecimento acelerado.

O que e quanto utilizar

Em certos países (por exemplo, a Austrália, a Nova Zelândia e os EUA) ainda é possível encontrar bórax nas secções de lavandaria e limpeza dos supermercados. Não está disponível nem é necessário bórax de "qualidade alimentar". Todo o bórax é igual e "natural" e, normalmente, extraído de depósitos na Califórnia ou na Turquia, independentemente de ter sido embalado na China ou em qualquer outro país. O rótulo normalmente indica que é 99% puro (ou 990 g/kg de bórax) o que é seguro de utilizar e é a norma legal para o bórax de qualidade agrícola. Permite-se até 1% de resíduos de exploração mineira e refinação. O ácido bórico, caso esteja disponível, pode ser utilizado em cerca de T da dose de bórax, mas não se encontra à venda ao público na Austrália.

Em primeiro lugar, dissolver uma colher de chá ligeiramente arredondada (5 a 6 gramas) de bórax em 1 litro de água de boa qualidade. Esta é a sua solução concentrada, mantenha-a fora do alcance das crianças.

Dose padrão = 1 colher de chá (5 ml) de concentrado. Esta tem 25 a 30 mg de bórax e fornece cerca de 3 mg de boro. Tome 1 dose por dia misturada com bebidas ou alimentos. Se se sentir bem, tome uma segunda dose com outra refeição. Se não houver nenhum problema de saúde específico ou para fins de manutenção, pode continuar indefinidamente com 1 ou 2 doses por dia.

Caso tenha um problema, como por exemplo artrite, osteoporose e doenças associadas, cãibras ou espasmos, rigidez devida à idade, menopausa, e também para melhorar a baixa produção de hormonas sexuais, aumente a ingestão para 3 ou mais doses padrão intervaladas, durante vários meses ou mais tempo, até sentir que o seu problema melhorou suficientemente. Em seguida, volte a reduzir para 1 ou 2 doses por dia.

Para o tratamento de Candida, outros fungos e micoplasmas, ou para a remoção de fluoretos do organismo – utilizando o seu frasco de solução concentrada:

Dose menor para peso baixo a normal - 100 ml (= 1/8 de colher de chá de bórax em pó ou 500 mg); beber intervalado durante o dia.

Dose maior para pessoas mais pesadas - 200 ml (= 1/4 de colher de chá de bórax em pó ou 1000 mg); beber intervalado durante o dia.

Começar sempre com uma dose menor e aumentar gradualmente para o máximo pretendido. Tomar as quantidades máximas durante 4 ou 5 dias por semana durante o tempo que for necessário ou, em alternativa, alternar periodicamente entre uma dose baixa e a sua dose máxima.

Para a candidíase vaginal, encher uma cápsula de gelatina grande com bórax e introduzi-la ao deitar durante uma a duas semanas. Com os fungos dos dedos dos pés ou pé de atleta, molhe os pés e esfregue-os com bórax em pó.

Pode tomar bórax misturado com alimentos ou bebidas. É bastante alcalino e, em concentrações mais elevadas, sabe a sabão. Pode disfarçar o sabor com sumo de limão, vinagre ou ácido ascórbico.

Na Europa, o bórax e o ácido bórico foram classificados como venenos para a reprodução e, desde dezembro de 2010, já não estão disponíveis ao público na UE. Presentemente, o bórax ainda está disponível na Suíça (15), mas o seu envio para a Alemanha não é permitido. Na Alemanha, é possível encomendar uma pequena quantidade (20 a 50 gramas) através de uma farmácia como veneno para as formigas, ficando o pedido registado.

É possível comprar comprimidos de boro nas lojas de produtos dietéticos ou na Internet, frequentemente com 3 mg de boro. Estes contêm boro firmemente ligado não presente em forma iónica, como sucede com o bórax ou o ácido bórico. Embora sejam adequados como um suplemento geral de boro, não espero que funcionem contra a Candida e os micoplasmas, nem como uma cura rápida para a artrite, a osteoporose ou a menopausa. A maioria dos estudos científicos e das experiências individuais foram com bórax ou ácido bórico. Para melhorar a eficácia, recomendo 3 ou mais comprimidos de boro intervalados por dia, durante um período prolongado, combinados com magnésio em quantidade suficiente e um programa antimicrobiano adequado (16).

Efeitos secundários possíveis

Enquanto os efeitos secundários dos medicamentos farmacêuticos tendem a ser negativos e muitas vezes perigosos, com a medicina natural como, por exemplo, a terapia com bórax, estes efeitos são geralmente reações de cura com efeitos benéficos a longo prazo. O mais frequente é a reação de Herxheimer resultante da eliminação de Candida.

Nalguns dos comentários do fórum acima referido, são relatadas melhorias rápidas ao fim de alguns dias. Esta é sempre uma resposta funcional. Os níveis elevados de cálcio nas células provocam contrações musculares com cãibras ou espasmos como uma causa frequente de dor. O boro, especialmente em conjunto com o magnésio, consegue relaxar rapidamente esses músculos e afastar a dor.

No entanto, com calcificações severas prolongadas não é possível redistribuir uma grande quantidade de cálcio em pouco tempo. Isto suscita o aumento dos níveis de cálcio na zona afetada, especialmente as ancas e os ombros, e pode causar problemas durante bastante tempo, como, por exemplo, a tendência para cãibras e dores severas, ou problemas ao nível da circulação sanguínea ou da transmissão nervosa. Os efeitos relacionados com os nervos nas mãos e nos pés podem ser dormência ou sensibilidade reduzida na pele. A passagem pelos rins de quantidades mais elevadas de cálcio e fluoreto pode causar dores temporárias nos rins. Estas reações de cura não podem ser evitadas quando se pretende um nível mais elevado de saúde.

Sempre que tiver um efeito desagradável, reduza ou suspenda temporariamente a ingestão de bórax até o problema desaparecer. Em seguida, comece a aumentar gradualmente outra vez. Outras medidas úteis são o aumento substancial da ingestão de líquidos, a utilização de mais ácidos orgânicos como sumo de limão, ácido ascórbico ou vinagre, e a melhoria do fluxo linfático como sucede ao saltar, andar a pé ou fazendo posições invertidas.

Problemas de toxicidade

As agências de saúde governamentais estão preocupadas com a toxicidade do boro. É possível que também se preocupe se ler o seguinte que diz respeito ao cloreto de sódio ou sal de mesa (17): “Toxicidade oral aguda (LD50 – a dose à qual metade dos animais testados morre): 3000 mg/kg [rato]. Efeitos crónicos nos seres humanos: mutagénico para as células somáticas dos mamíferos. Ligeiramente perigoso em caso de contacto com a pele, ingestão ou inalação. Menor dose oral letal no homem publicada: 1000 mg/kg. Causa efeitos adversos sobre a reprodução nos seres humanos (toxicidade fetal, aborto) por via intraplacentária, pode aumentar o risco de toxemia da gravidez em mulheres suscetíveis. Pode causar efeitos adversos sobre a reprodução e defeitos de nascença em animais, em especial em ratos e ratinhos - toxicidade fetal, aborto, anomalias musculosqueléticas e efeitos maternos (nos ovários, trompas de Falópio). Pode afetar o material genético (mutagénico). A ingestão de grandes quantidades pode irritar o estômago com náuseas e vómitos. Pode afetar o comportamento (espasticidade/contração muscular, sonolência), os órgãos dos sentidos, o metabolismo e o sistema cardiovascular. A exposição contínua pode produzir desidratação, congestão dos órgãos internos e coma.”

Agora compare a toxicidade do cloreto de sódio com a ficha de dados de segurança dos materiais ou FDSM do bórax (18): “Baixa toxicidade oral aguda; LD50 em ratos 4500 a 6000 mg/kg de peso corporal. Toxicidade para a reprodução/desenvolvimento: Estudos de alimentação animal no rato, ratinho e cão, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre a fertilidade e os testículos. Estudos com ácido bórico no rato, ratinho e coelho, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre o comportamento no feto, incluindo perda de peso do feto e variações esqueléticas menores. As doses administradas foram muitas vezes superiores àquelas a que os seres humanos seriam normalmente expostos. Não foram encontradas provas de carcinogenicidade nos ratinhos. Não foi observada atividade mutagénica num conjunto de ensaios sobre mutagenicidade de curta duração. Estudos epidemiológicos em seres humanos não revelam aumento de doença pulmonar em populações ocupacionais com exposições crónicas a poeiras de borato nem efeitos sobre a fertilidade.”

Aqui vê-se que o sal de mesa é 50 a 100% mais tóxico do que o bórax, altera o material genético e é mutagénico, ao passo que o bórax é inofensivo a este respeito. Os bebés são os que correm maior risco com a elevada ingestão de bórax. Estima-se que 5 a 10 gramas possam causar vómitos severos, diarreia, choque e mesmo a morte, mas também diz que as doses letais não estão bem documentadas na literatura.

Os dados de toxicidade seguintes foram retirados de documentos da Agência de Proteção do Ambiente dos EUA e dos Centros de Controlo das Doenças (19, 20).

Numa análise de 784 envenenamentos acidentais de seres humanos com 10 a 88 gramas de ácido bórico não foram notificadas fatalidades, com 88% dos casos a serem assintomáticos, o que significa que não se notou nada. No entanto, foram observados efeitos gastrointestinais, cardiovasculares, hepáticos, renais e no sistema nervoso central, dermatite, eritema e morte em algumas crianças e adultos expostos a mais de 84 mg de boro/kg, o que corresponde a mais de 40 gramas de bórax por 60 kg de peso corporal.

Estudos em animais identificaram a toxicidade reprodutiva como sendo o efeito mais sensível da ingestão de boro. A exposição de ratos, ratinhos e cães durante várias semanas revelou alguns danos ao nível dos testículos e do esperma com doses superiores a 26 mg de boro/kg, o que corresponde a 15 gramas de bórax/dia por 60 kg de peso corporal.

Quem corre maior risco é o feto em desenvolvimento e, nos animais estudados, os ratos foram os mais afetados. Num estudo, foram encontradas ligeiras reduções do peso corporal fetal com 13,7 mg de boro/kg/dia utilizado durante a gravidez. A dose sem efeitos foi estabelecida como sendo inferior a 13,7 mg/kg/dia, o que corresponde a cerca de 7 gramas de bórax por dia por 60 kg de peso corporal. Com um fator de segurança acrescentado, foi calculado um valor sem efeitos de 9,6 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 5 gramas de bórax por 60 kg.

No entanto, num estudo com ratos que se prolongou por 3 gerações não foram detetados efeitos nem toxicidade reprodutiva nos progenitores nem nas crias com 30 mg de boro/kg/dia. Esta dose corresponde a 17 gramas de bórax por 60 kg ingeridos para 3 gerações! Noutro estudo envolvendo 3 gerações, não foram detetados problemas com 17,5 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 9 gramas de bórax/60 kg, ao passo que a dose seguinte mais elevada testada de 58,5 mg/kg/dia, correspondente a 30 gramas de bórax/60 kg, resultou em infertilidade. Assim, podemos admitir que a dose segura para a reprodução é até cerca de 20 gramas/60 kg/dia.

Estudos em seres humanos sobre a possível associação entre problemas de infertilidade e elevados níveis de boro na água, no solo e no pó numa população turca e em trabalhadores do setor de extração e transformação de boro, não detetaram efeitos. Um estudo chegou mesmo a relatar taxas de fertilidade elevadas em trabalhadores envolvidos na produção de bórax em comparação com a média nacional dos EUA.

Tudo isto é importante porque a possível toxicidade reprodutiva é a razão oficial para o atual ataque ao bórax. A FDSM do cloreto de sódio acima referida indica também: "Embora o cloreto de sódio tenha sido utilizado como controlo negativo nalguns estudos de reprodução, também tem sido utilizado como exemplo de que praticamente todos os produtos químicos podem causar defeitos de nascença em animais experimentais se forem estudados nas condições certas." Lembre-se disto quando ler o que se segue.

O ataque ao bórax

A artrite nas suas várias formas e o seu parente próximo, a osteoporose, afetam cerca de 30% da população dos países desenvolvidos. A osteoporose é responsável por mais cuidados hospitalares prolongados do que qualquer outra doença individual. Tal deve-se à incidência muito elevada de fraturas e, especialmente, à natureza prolongada das fraturas da anca. Trata-se de uma das principais fontes de rendimento para o sistema médico-farmacêutico. Se a cura destas doenças com boro-magnésio se tornasse muito conhecida, esta corrente de rendimento vital secaria e o sistema ruiria. Como esta é a indústria maior e mais lucrativa do mundo, não se pode deixar que isso aconteça.

Quando o Dr. Newnham descobriu a cura da artrite com boro, isto não constituiu um grande problema para as empresas farmacêuticas porque as notícias espalhavam-se lentamente e eram facilmente suprimidas. Agora é tudo muito diferente com a comunicação através da Internet. A maioria dos financiamentos para a investigação vem da indústria farmacêutica e nada foi apresentado para duplicar as descobertas do Dr. Newnham e de outros estudos positivos sobre a osteoporose. Em vez disso, os financiamentos vão para o desenvolvimento de medicamentos à base de boro patenteáveis para aplicação limitada, como na quimioterapia, ou mesmo para desacreditar o boro. Numa experiência em tubo de ensaio descobriu-se que uma dose relativamente baixa de cerca de 4 gramas de bórax pode danificar os linfócitos, da mesma forma que um estudo anterior em tubo de ensaio revelou que os suplementos de vitamina C são tóxicos. A maioria dos estudos positivos sobre o bórax vem atualmente da China, do Japão e da Turquia.

Além disso, a PubMed é uma ferramenta de pesquisa com financiamento público, para publicações de investigação biomédica. Enquanto outros artigos relativos a Newnham R.E. e Zhou L.Y. continuam listados, as duas importantes publicações sobre o bórax anteriormente referidas – sobre o ensaio da artrite no Royal Melbourne Hospital e o tratamento de fluorose esquelética na China – já não estão listadas, mas é aí que pertencem e, obviamente, estiveram aí originalmente. Suspeito que tenham sido removidas deliberadamente para impedir que sejam citadas noutros estudos de investigação.

Além disso, cada vez se fazem mais esforços para demonizar publicamente o bórax pela sua alegada toxicidade para a reprodução e para os bebés. A título de exemplo, li recentemente um artigo de um “cientista sénior” do supostamente “verde” Grupo de Trabalho Ambiental. Nesse artigo, os perigos atribuídos ao bórax eram tão exagerados que a maioria dos comentários efetivamente dizia: "Obrigado por me abrir os olhos. Não sabia que o bórax era tão venenoso e perigoso, de certeza que não o vou utilizar mais para lavagem de roupa ou para limpeza da casa de banho e da cozinha".

Trata-se, obviamente, de uma campanha deliberada para fazer com que as pessoas se sintam gratas pela proibição da venda de bórax ao público. Para fins de lavagem de roupa e de limpeza, um Substituto do Bórax substitui agora o produto anteriormente vendido como Bórax. A UE encabeçou esta campanha. Em junho de 2010, o bórax e o ácido bórico foram reclassificados como “tóxicos para a reprodução de categoria 2“, o que sugere que podem ser nocivos para as funções reprodutivas dos seres humanos em doses elevadas, devendo a embalagem do produto apresentar o símbolo da caveira e dos ossos cruzados. A partir de dezembro de 2010, estes produtos deixaram de estar disponíveis para venda ao público na UE. Embora esta classificação se aplique atualmente a toda a Europa, os países não pertencentes à UE ainda têm alguma margem de manobra no que diz respeito às vendas ao público. Esta iniciativa faz parte de um Sistema Mundial Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) que irá ser implementado logo que possível. A Austrália está bem avançada na preparação de regulamentos para implementação do GHS para os produtos químicos industriais, estando previstos novos regulamentos em 2012 (21).

A Agência Europeia dos Produtos Químicos apresentou como motivo para a reclassificação dos produtos de boro (parafraseado):

“Os dados disponíveis não indicam grandes diferenças entre os animais de laboratório e os seres humanos, pelo que se deve admitir que os efeitos observados nos animais podem ocorrer nos seres humanos uma vez que os estudos epidemiológicos em seres humanos são insuficientes para demonstrar a ausência de um efeito adverso dos boratos inorgânicos na fertilidade. Foi determinado o valor de 17,5 mg de boro/kg/dia como um NOAEL (nível sem efeitos adversos observados) relativamente à fertilidade masculina e feminina. Para o rato, a diminuição do peso fetal ocorreu com 13,7 mg de boro/kg/dia e foi determinado um limite seguro de 9,6 mg/kg/dia.” (22)

O que eles estão de facto a dizer é o seguinte: “Embora não tenhamos dados sobre os seres humanos, os estudos em animais sugerem que, para as funções reprodutivas adultas, é segura uma ingestão diária de cerca de 2 colheres de chá de bórax. Mas para ter a certeza absoluta de que ninguém é afetado, vamos proibi-lo totalmente.” O que é importante é que esta decisão não está relacionada com o bórax nos alimentos ou suplementos onde já é proibido, mas apenas para uso geral como em produtos de lavandaria ou de limpeza ou como inseticidas. Uma vez que o bórax não é imediatamente inalado ou absorvido através da pele intacta, é difícil ver como é que mesmo alguns miligramas por dia poderiam entrar para o organismo com a utilização convencional. Se o mesmo padrão fosse aplicado a outros produtos químicos, não ficaria nenhum de fora.

O estudo principal desta avaliação foi publicado em 1972. Por que é que este estudo está agora a ser desenterrado para justificar a proibição do bórax quando não interessou durante os últimos 40 anos? Não faz qualquer sentido científico, especialmente se considerarmos que o principal produto químico existente no novo substituto do bórax, o percarbonato de sódio, é cerca de três vezes mais tóxico do que o bórax. Os valores orais agudos (LD50) para os animais vão de 1034 a 2200 mg/kg/dia (23). Mesmo o vulgarmente utilizado bicarbonato de sódio, com uma LD50 nos animais de 3360 mg/kg, é quase duas vezes mais tóxico do que o bórax (24). Ambos estes produtos químicos não foram testados relativamente à toxicidade reprodutiva a longo prazo com as doses elevadas que causaram problemas de fertilidade nos ratos e ratinhos.

O mesmo se aplica aos pós de lavar, foi indicado que não é de prever toxicidade se forem utilizados da forma aprovada ou que não foram realizados testes de reprodução. Os componentes destes produtos são mais tóxicos do que o bórax, por que motivo podem ser utilizados da forma aprovada mas o bórax não? E quanto aos produtos verdadeiramente tóxicos como a soda cáustica e o ácido clorídrico? Por que motivo se mantêm à disposição do público quando um dos produtos químicos de uso doméstico mais seguros é proibido apesar de ser absolutamente impossível que cause qualquer dano na reprodução com a utilização aprovada?

Independentemente da falta de qualquer credibilidade científica, estão criadas as condições para remover globalmente o bórax e o ácido bórico da venda ao público a curto prazo ou sem aviso. Mesmo os comprimidos de boro de baixo nível e menos eficazes são agora rigorosamente controlados pela indústria farmacêutica e poderão ser restringidos em qualquer altura através dos regulamentos do Codex Alimentarius. Com isto, o sistema médico-farmacêutico neutralizou de forma segura qualquer situação de perigo potencial que o bórax representasse para a sua rentabilidade e sobrevivência.

REFERÊNCIAS

(1) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9638606
(2) http://www.whale.to/w/boron.html
(3) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1566627/pdf/envhper00403-0084.pdf
(4) http://nah.sagepub.com/content/7/2/89.full.pdf
(5) http://www.arthritistrust.org/Articles/Boron and Arthritis.pdf
(6) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/172591209
(7) http://www.ithyroid.com/boron.htm
(8) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21129941
(9) http://www.lef.org/magazine/mag2006/aug2006_aas_01.htm
(10) http://www.earthclinic.com/Remedies/borax.html
(11) http://jac.oxfordjournals.org/content/63/2/325.long
(12) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21774671
(13) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2873987/
(14) http://www.earthclinic.com/CURES/fluoride.html
(15) http://www.supergenial.ch/pi1/pd2.html
(16) http://www.health-science-spirit.com/ultimatecleanse.html
(17) http:/www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9927593
(18) http://www.hillbrothers.com/msds/pdf/n/borax-decahydrate.pdf
(19) http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp26-c2.pdf
(20) http://www.regulations.gov/#!documentDetail;D=EPA-HQ-OPP-2005-0062-0004
(21) http://en.wikipedia.org/wiki/Globally_Harmonized_System_of_Classification_and_Labelling_of_Chemicals
(22) http://echa.europa.eu/documents/10162/17230/supdoc_boric_acid_20100609_en.pdf
(23) http://www.inchem.org/documents/sids/sids/15630894.pdf
(24) http://www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9927258

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017


O Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental), uma organização sem fins lucrativos que defende as políticas de proteção à saúde global e individual, produz o Shoppers' Guide to Pesticides in Produce (Guia ao Consumidor sobre o Uso de Pesticidas nos Produtos Agrícolas).

Ele é baseado nos resultados de quase 43 mil testes com pesticidas.

As frutas e hortaliças orgânicas são, por definição, cultivadas sem o uso de pesticidas. Mas algumas pessoas acham o preço dos alimentos orgânicos um absurdo.

Das 43 categorias diferentes de frutas e hortaliças no Guia sobre Pesticidas, os 12 alimentos a seguir apresentaram o menor teor de pesticidas quando cultivados de modo tradicional. Consequentemente, eles são os produtos agrícolas de cultivo tradicional mais seguros para consumo:

Brócolis
Berinjela
Repolho
Banana
Kiwi
Aspargos
Ervilha-de-cheiro (congelada)
Manga
Abacaxi
Milho doce (congelado)
Abacate
Cebola
O maior estudo sobre alimentos orgânicos, um projeto de quatro anos patrocinado pela União Europeia chamado Quality Low Input Food (QLIF), descobriu que os alimentos orgânicos são MUITO mais nutritivos que os produtos agrícolas comuns e podem melhorar sua saúde e longevidade.

Você deve ouvir mais sobre isso novamente assim que essas descobertas forem publicadas, o que deve ocorrer até o fim do ano.

Esse estudo pode ter impacto considerável, pois suas descobertas podem até mesmo contrariar as recomendações do governo (pelo menos no Reino Unido), que dizem que comer alimentos orgânicos nada mais é do que uma opção de estilo de vida.

Por exemplo, esse estudo revelou que:

As frutas e hortaliças orgânicas contêm até 40% mais antioxidantes
Os produtos agrícolas orgânicos apresentaram níveis mais altos de minerais benéficos, como ferro e zinco
O leite de rebanhos criados de modo orgânico contém até 90% mais antioxidantes
Os pesquisadores foram mais além e disseram que comer alimentos orgânicos pode ajudar a aumentar o consumo de nutrientes de pessoas que não comem as cinco porções recomendadas de frutas e hortaliças por dia.

Os alimentos cultivados no solo mais saudável, com fertilizantes naturais, simplesmente têm que ser mais nutritivos. É algo que todos sabem, mas que é altamente omitido nos Estados Unidos. Mas a ciência está apontando os erros, fazendo com que seja mais difícil sustentar esse fato.

Um estudo de 2003 publicado no Journal of Agricultural Food Chemistry, por exemplo, revelou que os alimentos orgânicos são melhores no combate ao câncer. E, em 2005, os cientistas descobriram que em comparação aos ratos que tinham uma alimentação tradicional, os ratos que receberam alimentos orgânicos tiveram vários benefícios à saúde, tais como:

Melhor condição do sistema imunológico
Hábitos melhores de sono
Menos peso e estrutura mais magra do que os ratos que receberam outros alimentos
Maior teor de vitamina E no sangue (nos ratos de alimentação orgânica)
Isso significa que você deve deixar para trás todos os produtos agrícolas e carnes convencionais e comprar somente alimentos com certificação orgânica? Bem, sim...e não.

O Que Você Deve Comprar Orgânico?

Além do fato de que os alimentos orgânicos contêm níveis mais altos de nutrientes essenciais, eles também apresentam menos resíduos e compostos que são altamente prejudiciais à sua saúde, como os resíduos de herbicidas e pesticidas.

O uso de pesticidas e herbicidas na agricultura tradicional também contamina os lençóis freáticos, destrói a estrutura do solo e promove a erosão. Eles também foram associados à misteriosa "Desordem do Colapso das Colônias" que ameaça as abelhas polinizadoras em todo o mundo.

Tendo isso em mente, comprar ou plantar o máximo possível de alimentos orgânicos não só é a melhor opção para sua saúde, mas para a saúde de todo o planeta.

Entretanto, determinadas frutas e hortaliças estão sujeitas ao uso muito mais intenso de pesticidas do que outras. E, com o aumento dos preços, diversas pessoas têm buscado maneiras de comprar os alimentos mais saudáveis pelo menor custo possível. Uma dessas maneiras é concentrar-se em comprar certos itens orgânicos, e "aceitar" outros plantados tradicionalmente.

É aí que entra o estudo do EWG sobre resíduos de pesticidas nos produtos agrícolas.

Das 43 categorias diferentes de frutas e hortaliças testadas, estas 12 frutas e hortaliças apresentaram a maior quantidade de pesticidas, fazendo com que sejam as mais importantes para se comprar ou plantar de modo orgânico:

Pêssego
Maçã
Pimentão
Aipo
Nectarina
Morango
Cereja
Alface
Uva (importada)
Pera
Espinafre
Batata
O morango plantado de modo tradicional, em especial, mostrou ser altamente tóxico devido à mistura venenosa de pesticidas relatada em um estudo de 2007 patrocinado pela UE.

Porém, tome MUITO cuidado, pois a lista acima é de frutas e hortaliças. As carnes não orgânicas têm concentrações muito maiores de pesticidas do que todas as frutas e hortaliças. E a maior concentração possível de pesticidas está, na verdade, na manteiga não orgânica.

Portanto, se você pode comprar somente um alimento orgânico, opte pela manteiga. A próxima prioridade seria a carne e, uma vez que isso tiver sido resolvido, seria bom concentrar-se na lista de frutas e hortaliças acima.

Os produtos orgânicos de plantio local são com certeza a melhor opção, mas lembre-se de que, muitas vezes, comprar alimentos plantados localmente é a melhor escolha mesmo que sejam de cultivo tradicional, pois o impacto ambiental do transporte de produtos orgânicos em todo o planeta pode anular vários de seus benefícios. As normas de produção orgânica também são questionáveis em várias partes do mundo.

Estes Alimentos de Plantio Tradicional Contêm Poucos Resíduos de Pesticidas — Mas Cuidado Com as Variedades Geneticamente Modificadas!

Embora você provavelmente já tenha ouvido falar das fontes mais comuns de alimentos geneticamente modificados (GM), como o milho, várias pessoas não têm ideia da QUANTIDADE de produtos agrícolas que se encontra disponível agora em variedades GM.

E, talvez ainda pior, quantos testes deliberados de OGM estão sendo realizados atualmente em todo o mundo.

Um exemplo perfeito da repercussão dessa prática pode ser visto no Havaí, onde o abastecimento de sementes de mamão papaia não GM está tão seriamente contaminado por sementes GM que pelo menos 50% das sementes orgânicas foram testadas e apresentaram resultado positivo para OGM!

Isso significa que você tem uma probabilidade maior do que 50% de comprar OGM mesmo quando estiver comprando mamão papaia orgânico do Havaí…

Embora os Estados Unidos não exijam que os produtos GM sejam rotulados, você tem como saber se os produtos agrícolas são geneticamente modificados ou não, olhando seu código PLU. Por exemplo:

Um produto de plantio tradicional apresenta um código PLU de 4 dígitos (por exemplo: banana de plantio tradicional: 4011)
Um produto orgânico apresenta um código de 5 dígitos que começa com o número 9: (por exemplo: banana orgânica: 94011)
Um produto geneticamente modificado apresenta um código de 5 dígitos que começa com o número 8: (por exemplo: banana GM: 84011)
A seguir estão outras frutas que apresentam POUCOS resíduos de pesticidas e que são, portanto, boas opções a serem compradas como sendo de plantio tradicional. No entanto, verifique bem para certificar-se de que não está comprando uma variedade GM.

Abacate – um novo tipo de abacate GM, imune ao "estresse" e pestes, está programado para ser lançado este ano, conforme um relatório de um estado da Índia, publicado em março de 2008.
Banana – a primeira banana GM com genes adicionais que aumentam seus níveis de provitamina A e ferro será lançada em testes de campo na Austrália este ano.

Na Universidade Cornell, os pesquisadores também estão trabalhando para desenvolver uma banana que contenha a vacina contra a hepatite B.
Abacaxi – o abacaxi GM, elaborado para produzir níveis mais altos de proteínas, vitaminas e açúcares, talvez já esteja no mercado. A Austrália registrou o abacaxi no meio ambiente em 2002.

Ele é chamado de "Smooth Cayenne" e apresenta floração tardia e resistência a herbicidas. Também contém o gene do fumo acetohidroxiácido sintase (suRB) da espécie Nicotiana tabacum.
Kiwi – A variedade transgênica do kiwi é a Actinidia deliciosa, oriunda da Itália.
Faça download deste Guia ao Consumidor sobre produtos não GM para obter mais informações sobre como você pode evitar os alimentos geneticamente modificados.

Lembre-se, se você não tem condições de comprar todos os alimentos orgânicos, pelo menos tente comprar os produtos agrícolas com menor carga tóxica e que não sejam geneticamente modificados.

FONTE.
CREDITO TOTAL.
AQUI


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016



INGREDIENTES




01 perú de bom tamanho


1/2 copo de manteiga deretida


02 cebolas gandes picadas em 4


04 cenouras cortadas em rodelas


04 talos de salsão picados


01 colher de tomilho fresco


01 folha de louro


02 copos de vinho branco seco


01 copo de sal


Pimenta do reino Moida na hora a gosto



modo de preparo


Coloque o sal no interior do perú, coloque-o em uma vasilha gtande e cubra com água gelada.
Leve ao refrigerador por 12 horas.
Pré aqueça o forno a 180 graus e coloque o perú com o peito para baixo em uma assadeira anti aderente.
Pincele o perú com metade da manteiga e recheie-o com metade da cebola, cenoura e temperos.
Dsiponha a outra metade na assadeira e regue tudo com um copo de vinho branco.
Deixe assar nesta posição por uma hora e depois vire-o cuidadosamente, pincelando-o com o restante da manteiga.
Deixe assar por mais 3 horas, até que esteja completamente assado e dourado.
Retire-o do forno e remova a cebola e as cenouras do interior, levando ao fogo com o líquido da assadeira.
Coloque um copo de vinho e deixe reduzir. Coe o caldo e sirva sobre o perú fatiado.
Observação: Caso utilize perú temperado, reduza o sal a uma colher.

Receita Gshow.com


Por 




Assim como a batata doce, a abóbora ajuda a dar mais saciedade, por isso, é ideal para controlar compulsão por comida. Pode ser preparada em uma variedade de receitas, seja assada, cozida, refogada, etc. Além da polpa em si, que é rica em nutrientes, não se deve esquecer das sementes, que possuem efeitos antioxidantes que inibem o envelhecimento das células devido à alta concentração de vitamina E.


Receita de purê de abóbora com abóbora Cabotiá

300 gramas de abóbora cabotiá;
3 dentes de alho amassados;
sal a gosto;
pimenta a gosto;
tomilho a gosto;
1/2 colher de sopa de requeijão;
1 colher de sopa de leite de coco



Despreze as sementes da abóbora e corte em pedaços. Leve para cozinhar com água, alho, 
tomilho e sal. Quando a abóbora estiver macia, escorra. Jogue fora o tomilho, retire as 
cascas da abóbora e raspe a polpa. Amasse o alho e misture o leite e requeijão 
até dar consistência de purê. Acerte o sal, adicione pimenta e sirva.
A Receita de “Arroz” de Couve-Flor já é uma receita bem conhecida de quem faz dieta.
Essa é uma dica ótima para quem quiser comer um prato que lembra muito o arroz, mas sem carboidrato. Fica bem leve e uma delícia. Substitui muito bem o arroz de todo dia, e com certeza é bem mais nutritiva que o arroz comum.


Veja os nutrientes presentes nessa receita:

COUVE-FLOR

Couve-flor tem fibras, vitamina C, potássio, fósforo, antioxidantes e é ótima para prevenção de câncer.

ÓLEO DE COCO

Óleo de coco contém TCM (triglicerídeos de cadeia média) de fácil metabolização, resistente à oxidação e estável ao calor (sendo indicado para uso culinário). É utilizado como fonte de energia para o metabolismo (não sendo armazenado no organismo como gordura corporal).

 SAL MARINHO

Sal marinho tem sódio (essencial para distribuição orgânica de água e volume sanguíneo), iodo (componente dos hormônios tireoidianos T3 e T4), cálcio, magnésio, enxofre (auxilia no processo de detoxificação do fígado).

 CEBOLA

Cebola é rica em fibras, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, sódio, prevenção de doenças cardiovasculares, auxilia no tratamento de doenças respiratórias, prevenção de câncer, ação anti-inflamatória.

Veja que receita boa:


RECEITA DE “ARROZ” DE COUVE-FLOR



1 couve-flor pequeno (ou metade de um grande)

1 colher (de sobremesa) de óleo de coco (pode ser azeite de oliva ou manteiga ghee ou clarificada)

2 colheres (de sopa) de cebola ralada

1 pitada de sal (usei o marinho)



Modo de preparo



A primeira coisa é preparar a couve-flor. Corte os floretes dela e lave muito bem, se quiser deixe até um pouquinho de molho. Agora para deixar ela com aparência de arroz você pode fazer de três maneiras:

No processador  –  basta colocar a couve-flor crua no processador e ir apertando a tecla pulsar até a couve-flor ficar trituradinha como se fossem grãos de arroz. Essa forma é fácil e rápida.
No liquidificador – Coloque pequenas porções de couve-flor crua e aperte a tecla pulsar. O segredo aqui é fazer em pequenas porções por vez.
No ralo grosso – Esse dá um pouquinho mais de trabalho, mas funciona. É só ralar a couve-flor crua no ralo grosso.


Como fazer o falso arroz de couve-flor

Coloque em uma panela o óleo de coco e a cebola e deixe murchar, não precisa dourar. Acrescente a couve-flor processada e refoge também. Vá mexendo de vez em quando. Não precisa colocar água e em poucos minutos ela já estará cozida. Acerte o sal e sirva.

Para fazer no micro-ondas

Em um refratário coloque a couve-flor processada e a cebola, misture bem. Tampe o refratário com uma tampa própria para micro-ondas ou coloque papel filme por cima e faça alguns furinhos. Leve ao micro-ondas por 3 minutos, mexa bem. Se precisar volte para o micro-ondas por mais alguns minutinhos. Depois de cozido e ainda quente, misture o óleo de coco e o sal.

CRÉDITOS  www.aquinacozinha.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016



Todas as formas de carboidratos - frutas, legumes, grãos + amidos, são absorvidos em glicose pelo seu corpo, aumentando o açúcar no sangue. Seu corpo considera elevado açúcar no sangue como sendo tóxico, por isso libera insulina (um hormônio de armazenamento) para empurrar a glicose em suas células. Uma vez que isso ocorre, seu açúcar no sangue diminui, levando você a ter fome novamente.

Este ciclo vicioso de altos e baixos de açúcar no sangue faz com que você tenha grandes compulsões e muito mais fome.

A liberação de insulina interrompe a capacidade do seu corpo liberar gordura e toxinas. Se você está comendo alimentos à base de carboidratos a cada 2-3 horas, seu corpo nunca é plenamente capaz de exercer a sua capacidade de se livrar do excesso. E, se mais carboidratos são consumidos do que o que seu corpo precisa, ele será convertido em triglicérides e armazenados em seu sangue, levando a ganho de peso e colesterol desequilibrado.

Mas, quando reduzimos a ingestão de carboidratos, aumentamos o consumo de gorduras e moderamos a ingestão de proteína, os níveis de açúcar no sangue e de insulina são reduzidos, os níveis de colesterol LDL e as gorduras viscerais ao redor dos órgãos vitais são "consumidos" . Esta é cetose nutricional.

Na cetose nutricional, seu corpo se torna uma máquina de queima de gordura, efetivamente quebrar os ácidos graxos em corpos cetônicos que são usados, mesmo pelo cérebro, como combustível. Estudos mostram que cetose nutricional tem o potencial de aliviar a compulsão por alimentos, irregularidades de açúcar no sangue, cérebro lento, excesso de peso corporal, crescimento celular anormal, desequilíbrios psicológicos, infertilidade e muito mais.

Na cetose nutricional, estamos usando o interruptor metabólico, levando a muito mais do que apenas perda de peso.



INGREDIENTES

300g /  chocolate 75%
175 g de manteiga
2 colheres de chá de extrato de baunilha
6 ovos
6 tbs Cream chease
4 colher de chá de adoçante granulado a escolha

MODO DE PREPARAO

Derreta o chocolate e a manteiga junte tudo em uma panela e leve a fogo baixo. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco antes de adicionar o extrato de baunilha.

Em outra tigela bata os ovos, creme e stevia juntos por 3-4 minutos (use um fuê ou garfo). Vai ficar espumoso e permanecer escorrendo.

Lentamente, adicione a mistura de ovos à mistura de chocolate na panela, mexendo o tempo todo. À medida que você adiciona mais mistura de ovos, o chocolate e a manteiga vão engrossar à consistência do creme.

Despeje em uma forma preparada (veja abaixo). Unte um molde de bolo  com manteiga, em seguida,
por baixo pra evitar vazamento, coloque papel manteiga ou outro papel especial para cozimento.

Asse em 180C / 350F

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Rende 15 Porções: 1 fatia  Calorias: 250 Gordura: 21.8g Carboidratos: 10.8g Açúcar: 5.2g
Proteína: 4g


domingo, 18 de dezembro de 2016



Nomes populares:
Açafrão, açafroa, açafrão-da-terra, açafrão-da-índia, açafroeiro-da-índia, batatinha-amarela, cúrcuma, curcumã, falso-açafrão, gengibre amarelo,  gengibre-dourada, mangarataia, gelbwurzel (alemão), cúrcuma (espanhol), curcuma (francês), turmeric (inglês), curcuma (italiano), haldi (índia).

Origem ou Habitat:
Planta originária da região sul da Ásia, Índia e da ilha de Java. Foi introduzida há alguns séculos no Brasil.

Características botânicas:
Segundo a descrição de LORENZI & MATOS(2008), é uma planta herbácea, perene, caducifólia e aromática, que possui folhas grandes, longamente pecioladas, invaginantes e oblongo-lanceoladas. Conta com flores amareladas, pequenas, dispostas em espigas compridas. As raízes terminam em um rizoma elíptico, de onde partem vários rizomas menores, todos marcados em anéis de brácteas secas. Cada rizoma mede até 10 cm de comprimento e quando cortados mostram uma superfície de cor alaranjada, exalando cheiro forte e agradável e com sabor aromático e picante. É cultivada em todo o mundo tropical.

É uma planta perene com ramificações laterais compridas.Do rizoma saem as folhas e as hastes florais. Reproduz-se por pedaços do rizomas que apresentam gemas (olhos) com plantio em solo argiloso, fértil e de fácil drenagem. Depois da planta adaptada ao local, alastra-se, pois o rizoma principal emite numerosos rizomas laterais. É uma planta difícil de ser destruída. A colheita deve ocorrer na época em que a planta perde a parte aérea, depois da floração. Nesta fase, os rizomas apresentam pigmentos amarelos intensos.

Açafrão da Índia

Composição química:
Ácidos graxos, açúcares, amido, carvona, cineol, curcumina, felandreno, glicose, niacina, óleos essenciais, resinas, riboflavina, saponina, substância amarga, tiamina, turmerona.

Curcuminóides ou corantes (2-9%): curcumina ou diferuloilmetano (60%), curcumina I,II,III; dihidrocurcumina, ciclocurcumina. As curcuminas por oxidação convertem-se em vanilina.

Óleo essencial (1,5-5,5%): composto aproximadamente 60% pela lactona sesquiterpênica turmerona, além de zingibereno, alfa e gama-atlantona, bisaboleno, guayano, germacreno, 1,8-cineol, borneol, delta-sabineno, ácido caprílico, deshidroturmerona, 1-fenil-HO-N-pentano, limoneno, linalol, eugenol, curcumenol, ukonan A, B e C , curcumenona e felandreno.

Outros: polissacarídeos A,B,C e D, arabino-galactano, sais de potássio, resina , glicídeos (amido) ao redor de 40-50%.

Partes utilizadas:
A parte utilizada da planta é o rizoma (raiz), que externamente apresenta uma coloração esbranquiçada ou acinzentada e internamente amarelada.

Uso popular:
Açafrão da Índia
É utilizada como condimento na culinária de quase todo o mundo.

A Comissão “E” de Fitoterapia (1997) e o Instituto Federal Alemão de Medicamentos afirmam que a Curcuma longa possui ação tônica estomacal, estimula as secreções digestivas gástricas e facilita a digestão, combate a flatulência e atonia estomacal, além de ser um tônico biliar e protetora do fígado.




Propriedades Medicinais:
Açafrão da Índia

Antidiarreica,
Antiescorbútica,
Antiespasmódica,
Antimicrobiana,
Antioxidante,
Antitóxica,
Cicatrizante (de feridas),
Colagoga,
Colerética,
Colerífera,
Cordial,
Digestivo,
Diurética,
Emenagoga,
Estomáquica,
Excitante,
Hepatoprotetora,
Hipocolesterolêmica,
Hipoglicemiante,
Laxante,
Litotríptica,
Resolutiva.
Ações farmacológicas:
Açafrão da ÍndiaDe acordo com a grande quantidade de trabalhos realizados, especialmente com os curcuminóides, que são os corantes amarelos abundantes no rizoma, a cúrcuma possui atividade hepatoprotetora, colerética, digestiva, hipolipemiante, hipoglicemiante, antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-oxidante, imunoestimulante, anti-agregante plaquetário, dentre outras.

A substância zingibereno possui propriedades anti-ulcerosas, o 1-fenil-hidroxi-N-pentano estimula as secreções de secretina, gastrina e sucos pancreáticos além de contribuir para a manutenção do ph gástrico.

O eugenol e o zingibereno são os responsáveis pelas propriedades carminativas.

As substâncias que estão envolvidas com as propriedades hepatoprotetoras são as curcuminas, coadjuvantes são borneol, turmenona, eugenol e ácido cafeico.

Alguns estudos apontam que a curcumina poderia ter ação colecistocinética e um efeito antiinflamatório.

O rizoma da cúrcuma contém alguns compostos anticancerígenos: curcumina e curcuminóides, betacarotenos, curcumenol, curdiona, turmenona, terpineol e limoneno. Possuem efeito protetor frente ao câncer de pele, de duodeno, de mama e câncer de cólon.

A fração de óleo volátil da cúrcuma demonstrou atividade anti-inflamatória significativa numa variedade de modelos experimentais. Ainda mais potente do que o seu óleo essencial é o pigmento amarelo ou laranja de açafrão, chamado de curcumina. Pensa-se que a curcumina seja o principal agente farmacológico do açafrão.

Em numerosos estudos, os efeitos inflamatórios anti-curcumina mostraram ser comparáveis às drogas potentes como a hidrocortisona e fenilbutazona, bem como os inflamatórios, tais como agentes anti Motrin. Ao contrário das drogas, que são associadas a efeitos tóxicos significativos (formação de úlcera, diminuiu contagem de células brancas do sangue, sangramento intestinal), a curcumina não produz toxicidade.

Possui uma ação anti-séptica fantástica. É empregada no tratamento de feridas, úlceras de decúbito, machucados e ferimentos em geral devido à sua ação antiinflamatória e cicatrizante. É usada como antimicótico, em inflamações de articulações, no controle do colesterol estimulando a produção e eliminação da bile.

Está sendo muito utilizada para o tratamento de alguns tipos de câncer; possui ação antiviral, sendo empregada como coadjuvante no tratamento da AIDS. Possui ação antioxidante, auxiliando no combate a radicais livres.

É usada como antiinflamatório nas artrites, eczema, psoríase, tosse e machucados. Previne arterosclerose e trombose e combate problemas gastrointestinais e hepáticos.

 TRATAMENTO EFICAZ PARA A DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL
Pesquisas recentes sugerem que e curcumina pode fornecer a baixo custo, boa tolerância e eficaz tratamento para a doença inflamatória intestinal (DII), como o Crohn e a colite ulcerosa.

AJUDA EM CASOS DE FIBROSE CÍSTICA
A curcumina, um dos principais constituintes da cúrcuma que dá o tempero de cor amarela, pode corrigir a expressão mais comum do defeito genético que é responsável pela fibrose cística.

A fibrose cística, uma doença fatal que ataca os pulmões através de um muco espesso, causando infecções que provocam risco de vida, atinge cerca de 30 mil crianças americanas e adultos jovens, que raramente sobrevivem além dos 30 anos de idade. O muco também danifica o pâncreas, interferindo com a habilidade do corpo para digerir e absorver nutrientes.

PREVENÇÃO DO CANCRO
A acção antioxidante da curcumina habilita-o para proteger as células do cólon de radicais livres que podem danificar o DNA celular, um benefício significativo, em especial no cólon. Devido à sua replicação, frequentes mutações no DNA das células do cólon podem resultar na formação de células cancerosas muito mais rapidamente.

A curcumina também ajuda o organismo a destruir células cancerosas mutantes, impedindo que estas se espalhem através do corpo e causem mais danos. A principal forma de a curcumina fazer isso é através do reforço da função hepática. Além disso, outros mecanismos sugeridos que possam proteger contra o desenvolvimento do câncer, incluem a inibição da síntese de uma proteína que se pensa ser instrumental na formação do tumor e impedindo o desenvolvimento de suprimento sanguíneo adicional necessário para o crescimento da célula cancerosa.

INIBE O CRESCIMENTO DE CÉLULAS CANCEROSAS E METÁSTASES
Estudos epidemiológicos têm ligado o uso frequente de açafrão para baixar as taxas de câncer de mama, próstata, pulmão e cólon; experiências de laboratório demonstraram que a curcumina pode impedir a formação de tumores, e pesquisas realizadas sugerem que mesmo quando o câncer de mama já está presente , a curcumina pode ajudar a diminuir a propagação das células cancerosas da mama para o pulmão.

CÚRCUMA AJUDA A COMBATER O CÂNCER DE PRÓSTATA
O câncer de próstata, a segunda principal causa de morte por câncer em homens americanos, com 500.000 novos casos a surgirem a cada ano, é uma ocorrência rara entre os homens na Índia, cujo baixo risco é atribuído a uma dieta rica em vegetais da família Brassica e o tempero de caril e de açafrão.

REDUZIR O RISCO DE LEUCEMIA INFANTIL
Uma pesquisa apresentada numa conferência recente sobre a leucemia infantil, realizada em Londres, prova que comer alimentos condimentados com açafrão pode reduzir o risco de desenvolver leucemia infantil. A incidência deste câncer tem aumentado dramaticamente durante o século XX, principalmente em crianças menores de cinco anos, entre as quais o risco aumentou cerca de 50% desde 1950. Factores ambientais recentes e o estilo de vida têm uma responsabilidade acrescida neste aumento.

A leucemia infantil é muito mais baixa na Ásia do que nos países ocidentais, o que pode ser explicado devido às diferenças nos tipos de dieta, uma dos quais, o uso frequente de curcumina.

PROTEÇÃO CARDIOVASCULAR
A curcumina auxilia na proteção do sistema cardiovascular, uma vez que evita a oxidação do colesterol no organismo e o colesterol oxidado é o que danifica os vasos sanguíneos e se acumula nas artérias levando à ocorrência de ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais. Atua também prevenindo a oxidação do colesterol novo, ajudando a reduzir a progressão da aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Além disso, a cúrcuma é uma boa fonte de vitamina B6, necessária para impedir que os níveis de homocisteína fiquem muito altos. Homocisteína é um produto intermediário de um importante processo celular chamado metilação, é diretamente prejudicial para as paredes dos vasos sanguíneos.

Possuir altos níveis de homocisteína é considerado um fator de risco aos vasos sanguíneos, formação de placas ateroscleróticas e doenças cardíacas. Portando consumir vitamina B6 está associada a um risco reduzido de doenças cardíacas.

A CURCUMA PODE AJUDAR A PREVENIR E TRATAR ALZHEIMER
Quando um fragmento de proteína chamada amilóide, se acumula nas células do cérebro, produz um stress oxidativo e uma inflamação e formação de placas entre as células nervosas (neurônios) no cérebro que interrompe o funcionamento do mesmo, provocando a doença chamada Alzheimer.

A curcumina ingrediente ativo na raiz da curcuma, aumenta a atividade do sistema imunológico em pacientes com Alzheimer, ajudando-os a limpar as placas de betaamilóide, características da doença.

Em indivíduos saudáveis, as células imunes chamadas macrófagos, destroem células anormais e patógenos, de forma eficiente, como a betaamilóide. Mas a atividade dos macrófagos é suprimida em pacientes de Alzheimer.

A curcuma é capaz de atuar como fator protetor das células nervosas, prevenindo e auxiliando no tratamento do Alzheimer .

Acredita-se que seja mais eficaz se associado à vitamina D3. A vitamina D pode ser obtida pelo organismo tanto após exposição ao sol quanto por suplementos de vitamina D3, ou por uma combinação de ambos.




Indicações Terapêuticas:
Açafrão da Índia

Amenorréia,
Auxílio na digestão,
Problemas na bexiga,
Cálculos biliares,
Colesterol alto,
Diarreia,
Dismenorréia,
Distensões abdominais e peitorais,
Epistaxe,
Espasmo,
Fígado,
Hematêmese,
Hematúria,
Hepatite,
Má circulação,
Micoses de pele,
Prisão de ventre,
Problemas renais,
Reumatalgias,
Sarampo,
Úlceras estomacais.
O Açafrão também é utilizado no tratamento para a depressão, esclerose múltipla e doença de Alzheimer. Impede constipações, melhora a digestão, combate doenças estomacais e ajuda a melhorar a flora intestinal.

Previne e reduz diversos cânceres, purifica o sangue, combate varizes e doenças cardíacas.

É um alimento termogênico. Ao aumentar a termogênese (calor do corpo), promove a queima de gordura auxiliando no emagrecimento.

Auxilia na proteção da pele pelo alto poder antioxidante.

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