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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Os principais sintomas de epilepsia incluem convulsões, que são contrações violentas e involuntárias dos músculos e podem levar o indivíduo a ficar se debatendo por alguns segundos até 2 a 3 minutos e,
A epilepsia ocorre devido a alterações na condução de impulsos nervosos no cérebro, ocorrendo uma atividade elétrica excessiva. Os sintomas de epilepsia muitas vezes ocorrem sem aviso e, podem ocorrer de dia ou durante o sono, podendo afetar indivíduos de todas as idades, desde bebês até idosos. 
No entanto, a epilepsia pode apenas causar uma crise de ausência, que é quando o indivíduo fica parado e totalmente ausente, não falando nem reagindo ao toque durante poucos segundos, sendo dificilmente percebida pelos familiares.
Além disso, existem vários tipos de epilepsia, como tônico-clônicas ou as crises de ausência e algumas das causas da epilepsia podem ser pancada forte na cabeça, tumores cerebrais, luz ou sons muito fortes ou doenças genéticas, por exemplo. 

Quando ocorre uma crise de epilepsia tônico-clônica, popularmente conhecida por grande mal, ocorrem alterações em todo o cérebro levando à perda de consciência e podem surgir sintomas, como:

  • Cair no chão;
  • Contrações descontroladas e involuntárias dos músculos do corpo;
  • Rigidez dos músculos, especialmente dos braços, pernas e tórax;
  • Salivar muito, chegando a babar;
  • Morder a língua e ranger os dentes;
  • Incontinência urinária;
  • Dificuldade em respirar;
  • Pele avermelhada;
  • Alterações no cheiro, que pode ser agradável ou muito desagradável;
  • Fala imperceptível;
  • Agressividade, podendo resistir à ajuda;
  • Confusão e falta de atenção;
  • Sonolência.
Durante as crises de epilepsia é comum a perda de consciência que faz com que o indivíduo não se lembre do episódio. Depois da crise é normal sentir sonolência, dor de cabeça náuseas e vômitos.
Quando a crise de epilepsia dura mais de 5 minutos deve-se pedir ajuda médica, ligando para o 192, ou levar a vítima imediatamente para o hospital. 

Sintomas de epilepsia parcial

Em algumas situações, a epilepsia pode afetar apenas uma pequena parte dos neurônios do cérebro, causando sintomas mais leves e que correspondem à parte do cérebro atingida. Por exemplo, se a atividade intensa do cerebral ocorre na parte cérebro que controla os movimentos da perna esquerda, este pode apresentar contrações e rigidez. Por isso, neste caso de epilepsia, os sintomas são limitados à área afetada.

Sintomas de crise de ausência

A crise de ausência, comumente conhecida por pequeno mal causa sintomas menos intensos, como:
  • Ficar parado e muito quieto;
  • Permanecer com um olhar vazio;
  • Mexer descontroladamente os músculos do rosto;
  • Fazer movimentos como se estivesse mastigando;
  • Mexer o braço ou perna constantemente, mas de uma forma ligeira;
  • Formigamento nos braços ou pernas;
  • Pequena rigidez dos músculos.
Além disso, neste tipo de crises, normalmente não ocorre perda de consciência, apenas uma sensação estranha de dejá vu, sendo que na maioria dos casos dura apenas entre 10 a 30 segundos.

Sintomas de epilepsia benigna da infância

A epilepsia infantil na maioria dos casos é benigna e normalmente surge entre os 3 e os 13 anos de idade, sendo as crises de ausência o tipo mais comum, em que a criança fica parada e sem reação. 

Tratamento para epilepsia

O tratamento para epilepsia deve ser orientado por um neurologista e, geralmente, é feito com a ingestão diária de um remédio antiepiléptico, como Oxcarbazepina, Carbamazepina ou Valproato de sódio, por exemplo.
Quando as crises de epilepsia não ficam controladas com a toma do medicamento, pode ser necessário associar vários remédios. Além disso, em alguns casos, quando os medicamentos não fazem efeito pode ser necessário fazer uma cirurgia.
Durante o tratamento, os indivíduos com crises de epilepsia devem evitar situações que causem convulsões, tais como ficar muito tempo sem dormir, beber álcool em excesso ou estar em ambientes com muitos estímulos visuais, como é o caso das discotecas.

Pediatra


Um dos tratamentos naturais e mais promissores para Eplepsia é a dieta cetogênica.
LISTA CETOGENICA  AQUI!

quinta-feira, 8 de junho de 2017



O selênio é um mineral  que funciona em conjunto com a vitamina E para ajudar a prevenir danos oxidativos no corpo.
O selênio também ajuda o iodo a regular o metabolismo e o selênio ajuda a reciclar a vitamina C no corpo, melhorando a proteção celular geral.
Esse oligoelemento é fundamental na regulação do sistema imune prevenindo várias doenças.

Os benefícios do selênio em nossa saúde.

Saúde da tireóide
O selênio desempenha um papel na manutenção da saúde da tireóide, pois funciona em conjunto com o iodo. O selênio é necessário para produzir um hormônio da tiróide crítico chamado T3, que regula o metabolismo.

Prevenção do câncer
Existe uma forte correlação entre os níveis de selênio no sangue e um risco reduzido de vários tipos de câncer. O selênio pode ajudar com o reparo do DNA ou pode impedir que as células cancerosas se repliquem.

Uma vez que o selênio é um poderoso antioxidante, os alimentos ricos em selênio também podem prevenir o câncer ao reduzir os radicais livres no organismo. O benefício da prevenção do câncer é visto comendo alimentos ricos em selênio.

Saúde do coração
Os alimentos ricos em selênio previnem danos oxidativos nas células do corpo, reduzindo a inflamação e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. As pessoas com níveis baixos de selênio no soro demonstraram estar em maior risco de doença cardiovascular. Este efeito foi observado em pessoas com dietas com alto teor de selênio, não para aqueles que tomam suplementos de selênio.

O consumo diário de apenas 4 castanhas do Pará (agora chamada castanha do brasil) é o suficiente pra que você tenha níveis adequados de selênio em seu corpo.



Os sintomas de deficiência de selênio incluem:

Disfunção da tireóide
Sistema imunológico enfraquecido
Infertilidade em homens e mulheres
Depressão
Doença cardíaca
Aumento do risco de câncer

Uma deficiência de selênio é geralmente vista em áreas onde o solo não contém muito selênio, como certas regiões da China. Essa deficiência pode levar a dor e fraqueza muscular. O RDA para selênio é de 55 mcg / dia e o valor diário é de 70 mcg. que na verdade é bem pouco.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


A CONSPIRAÇÃO DO BORAX

É possível que não consiga imaginar que o bórax, esse humilde inseticida e detergente da roupa, tenha o potencial para derrubar, sozinho, todo o nosso sistema económico. Mas não tem de se preocupar, o perigo foi reconhecido e já estão a ser tomadas as medidas necessárias para resolver a situação. Vou começar pelos factos básicos e irá perceber o que quero dizer à medida que a história se desenrola.

O bórax é um sal mineral natural extraído de depósitos e é a fonte de outros compostos de boro fabricados. Os principais depósitos encontram-se na Turquia e na Califórnia. Os nomes químicos são tetraborato de sódio decahidratado, tetraborato dissódico decahidratado ou, simplesmente, borato de sódio. Isso significa que contém quatro átomos de boro como característica central combinados com dois átomos de sódio e dez moléculas (ou por vezes menos) de água de cristalização. Todo o bórax é extraído de depósitos naturais, não existe bórax sintético, a diferença reside apenas na quantidade de água de cristalização que contém – decahidratado significa 10 moléculas de água, pentahidratado significa 5 e anidro significa 0 de água; quimicamente é tudo igual.

Por conseguinte, o bórax é o sal de sódio do ácido bórico fraco. Uma vez que o sódio é mais fortemente alcalino, isto faz com que uma solução de bórax seja fortemente alcalina com um pH entre 9 e 10 (o pH 7 é neutro). Quando ingerido, reage com o ácido clorídrico no estômago para formar ácido bórico e cloreto de sódio. O teor de boro do bórax é de 11,3% enquanto o do ácido bórico é de 17,5% ou cerca de 50% mais elevado. Os compostos de boro ingeridos são rapidamente e quase completamente excretados com a urina. Antigamente, o ácido bórico era muito utilizado como conservante nos alimentos, mas atualmente é proibido para este efeito na maioria dos países e a sua venda ao público é também proibida na Austrália.

Segundo a medicina convencional, desconhece-se se o boro é essencial para os seres humanos, mas a investigação mostra que precisamos dele. A razão que tem dificultado a resposta a esta pergunta é a presença de boro em todas as plantas e alimentos não transformados. As dietas com uma quantidade razoável de fruta e legumes fornecem cerca de 2 a 5 mg de boro por dia, mas isto também depende da região onde os alimentos foram cultivados e da forma como foram cultivados.

Na realidade, a ingestão média nos países desenvolvidos é de 1 a 2 mg de boro por dia. Os doentes institucionalizados podem receber apenas 0,25 mg de boro por dia. Os fertilizantes químicos inibem a captação de boro do solo: uma maçã orgânica cultivada num bom solo pode ter 20 mg de boro, mas se for cultivada com fertilizantes pode ter apenas 1 mg de boro. Os fertilizantes aliados a más opções alimentares reduziram imenso a nossa ingestão de boro em comparação com o que acontecia há 50 ou 100 anos.

Além disso, os métodos de cozinhar pouco saudáveis reduzem muito a disponibilidade do boro nos alimentos. A água de cozedura dos legumes que contém a maioria dos minerais muitas vezes deita-se fora quando se cozinha em casa ou durante a transformação comercial; o ácido fítico existente nos produtos de padaria, cereais e legumes cozinhados pode reduzir muito a disponibilidade, enquanto a sensibilidade ao glúten e o crescimento excessivo de Candida inibem a absorção de minerais. Tudo isto faz com que os problemas de saúde devidos à deficiência de boro sejam atualmente muito frequentes.

Efeitos do boro na saúde

Devido ao seu teor de boro, o bórax e o ácido bórico têm basicamente os mesmos efeitos na saúde, com boas propriedades antisséticas, antifúngicas e antivirais, mas apenas uma ligeira ação antibacteriana. Nas plantas e também nos animais, o boro é essencial para a integridade e o funcionamento das paredes das células e para a forma como os sinais são transmitidos através das membranas.

O boro é distribuído por todo o organismo com a concentração mais elevada nas glândulas paratiroides, seguindo-se os ossos e o esmalte dentário. É essencial para um funcionamento saudável dos ossos e das articulações, regulando a absorção e o metabolismo do cálcio, do magnésio e do fósforo através da sua influência nas glândulas paratiroides. O boro está assim para as paratiroides como o iodo está para a tiroide.

A deficiência de boro faz com que as paratiroides fiquem hiperativas, libertando demasiada hormona paratiroide que aumenta o nível de cálcio no sangue ao libertar cálcio dos ossos e dos dentes. Isto conduz depois a osteoartrite e outras formas de artrite, osteoporose e cáries dentárias. Com o avançar da idade, os níveis elevados de cálcio no sangue conduzem à calcificação dos tecidos moles provocando rigidez e contrações musculares; calcificação das glândulas endócrinas, especialmente a glândula pineal e os ovários; arteriosclerose, pedras nos rins e calcificação dos rins que acabam por provocar insuficiência renal. A deficiência de boro aliada à deficiência de magnésio é especialmente prejudicial para os ossos e os dentes.

O boro afeta o metabolismo das hormonas esteroides e, especialmente, das hormonas sexuais. Aumenta os baixos níveis de testosterona nos homens e os níveis de estrogénios nas mulheres na menopausa. Desempenha também uma função na conversão da vitamina D na sua forma ativa, aumentando assim a captação de cálcio e a deposição nos ossos e nos dentes em vez de provocar a calcificação dos tecidos moles. Foram referidos também outros efeitos benéficos como, por exemplo, melhoria de problemas cardíacos, da visão, psoríase, equilíbrio, memória e cognição.

O investigador alemão do cancro, Dr. Paul-Gerhard Seeger, mostrou que o cancro começa frequentemente com a deterioração das membranas celulares. Como o boro é essencial para as membranas celulares e a deficiência de boro é vasta, isto pode ser uma causa importante do início do crescimento dos tumores. Os compostos de boro têm propriedades antitumorais e são "potentes agentes anti-osteoporóticos, anti-inflamatórios, hipolipémicos, anticoagulantes e antineoplásicos" (1).

Este resumo mostra a vasta influência do boro na nossa saúde. Em seguida irei descrever alguns destes efeitos na saúde com mais pormenor.

A cura da artrite de Rex Newnham

Na década de 1960, Rex Newnham, Ph.D., D.O., N.D, contraiu artrite. Nessa altura, trabalhava como cientista de solos e plantas em Perth, na Austrália Ocidental. Como os medicamentos convencionais não ajudavam, procurou a causa na química das plantas. Apercebeu-se que as plantas nessa zona eram bastante deficientes em minerais. Sabendo que o boro ajuda o metabolismo do cálcio nas plantas, decidiu experimentar. Começou a tomar 30 mg de bórax por dia e em três semanas todas as dores, inchaço e rigidez tinham desaparecido.

Informou as autoridades escolares médicas e de saúde pública sobre a sua descoberta, mas não se mostraram interessadas. No entanto, algumas pessoas com artrite ficaram encantadas à medida que melhoravam. Outras tinham receio de tomar uma coisa cujo recipiente apresentava um rótulo de veneno e que se destinava a matar baratas e formigas. Eventualmente, mandou fazer comprimidos com uma quantidade segura e eficaz de bórax.

Em cinco anos e com a informação a passar apenas de boca em boca vendeu 10.000 frascos por mês. Deixou de conseguir fazer face à situação e pediu a uma empresa farmacêutica para os comercializar. Foi um erro tremendo. A empresa indicou que esses comprimidos iriam substituir medicamentos mais caros e reduzir os seus lucros. Sucedeu que a empresa tinha representantes nos comités de saúde pública e fez com que, em 1981, a Austrália criasse um regulamento em que se declarava que o boro e os respetivos compostos eram venenos em qualquer concentração. Foi multado em 1000 dólares por vender um veneno e isto veio pôr um ponto final na disseminação da sua cura para a artrite na Austrália. (2)

Subsequentemente, publicou vários artigos científicos sobre o bórax e a artrite. Um deles foi um ensaio duplamente cego realizado em meados da década de 1980, no Royal Melbourne Hospital, que revelou que 70% das pessoas que concluíram o ensaio melhoraram muito. Apenas 12% melhoraram com placebo. Não houve efeitos secundários negativos, mas algumas pessoas referiram que os seus problemas cardíacos também tinham melhorado e registavam melhorias ao nível da saúde em geral e menos cansaço. (3)

A maioria da sua investigação posterior foi dedicada à relação entre os níveis de boro no solo e a artrite. Descobriu, por exemplo, que as ilhas tradicionais da cana-de-açúcar, devido à utilização pesada de fertilizantes por períodos prolongados, têm níveis muito baixos de boro no solo. A Jamaica tem o nível mais baixo e as taxas de artrite rondam os 70%. Reparou que até a maioria dos cães coxeava. A seguir vêm as Maurícias com níveis de boro muito baixos e 50% de artrite. A ingestão diária de boro nestes países é inferior a 1 mg/dia. Uma comparação interessante é entre os indianos e os fijianos de origem. Estima-se que os indianos têm uma taxa de artrite de cerca de 40% e comem muito arroz cultivado com fertilizantes, ao passo que os fijianos de origem, com uma taxa de artrite estimada em 10%, comem principalmente raízes amiláceas cultivadas por particulares, sem fertilizantes.

Os EUA, a Inglaterra, a Austrália e a Nova Zelândia têm em geral níveis médios de boro no solo, com uma ingestão estimada de 1 a 2 mg de boro e taxas de artrite de cerca de 20%. Mas Carnarvon, na Austrália Ocidental, tem elevados níveis de boro no solo e na água e a taxa de artrite é de apenas 1%. O mesmo se passa num local chamado Ngawha Springs, na Nova Zelândia, com níveis muito elevados de boro na água termal que tem efeitos curativos na artrite. Efetivamente, todas as termas com fama de curar a artrite têm níveis muito elevados de boro. Estes são também elevados em Israel, com uma ingestão diária de boro estimada em 5 a 8 mg e apenas 0,5 a 1% de artrite.

Uma análise óssea revelou que as articulações artríticas e os ossos próximos das mesmas tinham apenas metade do teor de boro das articulações saudáveis. Igualmente, o líquido sinovial que lubrifica as articulações e fornece nutrientes à cartilagem é deficiente em boro nas articulações artríticas. Após suplementação com boro, os ossos apresentavam-se muito mais duros do que o normal e os cirurgiões tiveram mais dificuldades em os serrar. Com boro adicional, as fraturas ósseas curam em cerca de metade do tempo normal, tanto nas pessoas como nos animais. Os cavalos e os cães com pernas partidas, ou mesmo com fraturas da bacia, recuperaram completamente.

O bórax também é eficaz com outras formas de artrite, como a artrite reumatoide, a artrite juvenil e o lúpus (lúpus eritematoso sistémico). Por exemplo, o Dr. Newnham viu uma menina de 9 meses com artrite juvenil. Conseguiu curá-la em 2 semanas.

Escreveu que é frequente as pessoas conseguirem livrar-se das dores, do inchaço e da rigidez em cerca de 1 a 3 meses. Em seguida, podem reduzir o tratamento de 3 para 1 comprimido de boro (cada um de 3 mg) por dia como dose de manutenção a fim de evitarem a artrite no futuro. Afirmou também que os doentes com artrite reumatoide tinham geralmente uma reação de Herxheimer e que isso é sempre um sinal de bom prognóstico. Devem ser perseverantes e bastam mais 2 ou 3 semanas para que as dores, o inchaço e a rigidez desapareçam. (4,5)

Achei esta declaração não só interessante mas também surpreendente. A reação de Herxheimer é um agravamento inicial dos sintomas com aumento da dor. Deve-se, frequentemente, às toxinas libertadas por Candida e micoplasmas mortos. Isto é muito frequente com a terapia antimicrobiana e o bórax é, definitivamente, um fungicida excecionalmente bom e forte. O que me surpreende, porém, é que este efeito fungicida já se encontre presente nesta dose bastante baixa de 75 a 90 mg de bórax. Igualmente surpreendente é a descoberta de que também até 30% das pessoas com osteoartrite tiveram uma reação de Herxheimer, o que sugere que a fronteira entre osteoartrite e artrite reumatoide é bastante fluida. Creio que em casos prolongados e especialmente resistentes será aconselhável utilizar adicionalmente outros antimicrobianos. Para os co-fatores do tratamento da artrite, ver também o meu artigo Arthritis and Rheumatism ou a brochura OVERCOMING ARTHRITIS.

Osteoporose e hormonas sexuais

A deficiência de boro faz com que se percam na urina muito maiores quantidades de cálcio e magnésio. Um suplemento de bórax reduz a perda diária de cálcio em cerca de 50%. Uma vez que este cálcio vem principalmente de osso reabsorvido e dos dentes, a deficiência de boro pode ser o fator mais importante para a causa da osteoporose e das cáries dentárias.

Estima-se que 55% dos americanos com mais de 50 anos tenham osteoporose e destes cerca de 80% são mulheres. A nível mundial, 1 em 3 mulheres e 1 em 12 homens com mais de 50 anos podem ter osteoporose, sendo esta responsável por milhões de fraturas todos os anos. Durante 30 dias foi administrado um suplemento de boro a ratos com osteoporose e o resultado foi que a qualidade dos seus ossos se tornou comparável à do grupo de controlo saudável e de um grupo com um suplemento de estradiol (6).

O efeito benéfico do bórax nos ossos parece dever-se a dois efeitos interrelacionados: um teor mais elevado de boro dos ossos que os torna mais duros e uma normalização das hormonas sexuais que estimula o crescimento de osso novo. Pensa-se que os baixos níveis de estrogénios após a menopausa são a principal razão pela qual tantas mulheres mais velhas contraem osteoporose. Nos homens, os níveis de testosterona diminuem de forma mais gradual, o que parece traduzir-se no aparecimento mais tardio de osteoporose neste grupo.

A investigação já mostrou que a suplementação de boro nas mulheres pós-menopausa duplica o nível sanguíneo da forma mais ativa de estrogénio, 17-beta estradiol, para o nível encontrado nas mulheres submetidas a terapêutica de substituição estrogénica. Igualmente, os níveis sanguíneos de testosterona mais do que duplicaram (7). Com a terapia de substituição hormonal (TSH) existe um risco mais elevado de cancro da mama ou do endométrio, o que não se constata com as hormonas produzidas pelo organismo nem com a suplementação de boro.

Algumas mulheres têm problemas pré-menstruais porque os níveis de estrogénio são demasiado elevados e a progesterona é demasiado baixa e, por conseguinte, poderão ter receio de utilizar boro. No entanto, não encontrei quaisquer provas de que o boro eleve o estrogénio acima de níveis saudáveis normais. O boro pode equilibrar os níveis de hormonas sexuais de uma forma semelhante à ação da raiz de maca em pó. A maca atua sobre a glândula pituitária não só para aumentar mas também para equilibrar as nossas hormonas sexuais e parece estimular a nossa própria produção de progesterona conforme necessário.

Um estudo recente realizado em homens jovens (29 - 50) revelou que o nível de testosterona livre (a forma que mais interessa) subira um terço após uma suplementação diária de cerca de 100 mg de bórax durante uma semana (8). Isto reveste-se de especial interesse para os culturistas.

Contrariamente à preferência médica de castrar quimicamente os homens com cancro da próstata, a investigação com boro revelou que os níveis elevados de testosterona são benéficos ao diminuírem os tumores da próstata e os níveis de PSA, sendo o PSA um marcador para tumores e inflamação na próstata. Além disso, a melhoria significativa da memória e da cognição em indivíduos idosos pode dever-se em parte ao aumento dos níveis de hormonas sexuais e em parte à melhoria das funções das membranas das células cerebrais (9).

Foram-me feitas perguntas sobre a suplementação de boro no caso de mulheres com cancro da mama sensível aos estrogénios. O cancro da mama está relacionado com calcificações na mama. Na minha opinião, é mais importante normalizar o metabolismo do cálcio-magnésio e as funções das membranas celulares do que sentirmo-nos limitados por um conceito médico eventualmente errado, especialmente porque acredito que o cancro pode geralmente ser controlado com terapia antimicrobiana prolongada. Por conseguinte, eu utilizaria boro e maca neste caso.

Fungos e fluoreto

Sendo um ótimo fungicida, não surpreende que o bórax esteja a ser utilizado com sucesso no tratamento de Candida. Existe informação muito interessante num fórum da Earth Clinic chamado Borax Cures (10). Nas pessoas de peso baixo a médio, utilizar 1/8 de colher de chá de bórax em pó e nas pessoas mais pesadas 1/4 de colher de chá por litro de água. Bebe-se a água a intervalos durante o dia, durante 4 ou 5 dias por semana enquanto for necessário.

Muitos participantes escreveram que este tratamento os curou ou ajudou muitíssimo. Por exemplo, este comentário: "Também tenho psoríase, por isso talvez as dores nas minhas articulações sejam a artrite psoriática a avançar. Pensei, depois de ler sobre o bórax aqui neste fórum, que ia experimentar. Oh Meu Deus! Num dia, as dores nos meus joelhos desapareceram! .... Além disso, a minha psoríase parece muito melhor ao fim de 2 dias a beber ¼ de colher de chá de bórax em 1 litro de água por dia."

Outra sobre fungos dos dedos dos pés: "Molhou os pés e depois pegou numa mão cheia (de bórax) e esfregou-a nos pés. Disse que parou imediatamente a comichão! Ficou espantado. Umas semanas mais tarde perguntei-lhe como é que estava o pé de atleta e ele respondeu: É espantoso! Não voltou! Aquela coisa curou-o totalmente!!!"

Outros comentários entusiásticos eram sobre candidíase vaginal. O bórax pareceu ser mais eficaz do que outros medicamentos. Em geral, uma cápsula grande de gelatina cheia de bórax ou ácido bórico foi introduzida ao deitar durante várias noites ou até 2 semanas. Em alternativa, o pó pode ser misturado com óleo de coco solidificado frio como um bólus ou supositório.

Um estudo científico recente (11) confirma estas observações positivas com a candidíase vaginal. O ácido bórico na dose de uma cápsula cheia funcionou mesmo nos casos de Candida resistente aos medicamentos e contra todas as bactérias patogénicas testadas. Devido à maior diluição, um duche poderá não ser suficientemente forte para as bactérias e para a Candida resistente aos medicamentos, mas deve funcionar para a Candida normal. O bórax, devido à sua alcalinidade, foi mais eficaz do que o ácido bórico.

Em condições saudáveis normais, a Candida existe como células de levedura ovais inofensivas. Quando desafiada, desenvolvem-se cadeias de células alongadas chamadas pseudohifas e, por último, filamentos longos e estreitos semelhantes a tubos, fortemente invasivos, chamados hifas. Estes danificam a parede intestinal, causando inflamação e síndrome do intestino permeável. As pseudohifas e hifas podem ser observadas no sangue de indivíduos com cancro e doenças autoimunes. A Candida pode também formar camadas resistentes de biofilme. Este mesmo estudo mostra que o ácido bórico/bórax inibe a formação de biofilmes e também a transformação de células de levedura inofensivas em forma hifal invasiva. Noutros artigos mostrei que este processo, frequentemente iniciado por antibióticos, é uma causa básica da maioria das nossas doenças modernas, e isto faz do bórax e do ácido bórico remédios para os cuidados de saúde primários. Mas este artigo mostra que existem muito mais razões para lhes atribuir uma classificação máxima.

Uma análise científica em 2011 concluiu que: "... o ácido bórico é uma opção económica, alternativa e segura para as mulheres com sintomas recorrentes e crónicos de vaginite quando o tratamento convencional falha..." (12). Mas já que é tão melhor do que os medicamentos, por que não utilizá-lo como primeira opção ou utilizar o ainda mais eficaz bórax?

Outro estudo da Turquia (13) mostra o efeito protetor do ácido bórico em alimentos contaminados com micotoxinas, especialmente aflatoxinas fúngicas. Entre estas, a aflatoxina B1 (AFB1) causa danos extensos ao nível do ADN e é o carcinogéneo mais potente jamais testado, afetando especialmente o fígado e os pulmões, causando também defeitos de nascença, imunotoxicidade e mesmo a morte em animais de produção e nos seres humanos. O tratamento com ácido bórico foi protetor e suscitou o aumento da resistência do ADN aos danos oxidativos induzidos pela AFB1. A forte ação antifúngica do ácido bórico é, evidentemente, a razão pela qual tem sido tradicionalmente utilizado como conservante alimentar.

O bórax, à semelhança da solução de iodo de lugol igualmente em perigo, também pode ser utilizado para remover os fluoretos acumulados e os metais pesados do organismo (14). O fluoreto não só provoca a deterioração dos ossos, mas também a calcificação da glândula pineal e a hipoatividade da tiroide. O bórax reage com os iões de fluoreto para formar fluoretos de boro que são depois excretados na urina.

Num estudo chinês, utilizou-se bórax para tratar 31 doentes com fluorose esquelética. A quantidade foi gradualmente aumentada de 300 para 1100 mg/dia durante um período de três meses, com uma semana de paragem todos os meses. O tratamento foi eficaz com 50 a 80% de melhoria.

Uma participante do fórum sofreu de fibromialgia/rosácea, fadiga crónica e problemas da ATM (articulação temporomandibular) durante mais de 10 anos e pensa que foram causados pelos fluoretos. Utilizou 1/8 de colher de chá de bórax e 1/8 de colher de chá de sal marinho num litro de água desclorada e bebeu-a durante 5 dias todas as semanas. Em duas semanas, a cara estava limpa, a vermelhidão regredira, a temperatura corporal normalizara, o nível de energia aumentara e ela perdera o excesso de peso de forma regular. O único efeito secundário foi um agravamento inicial dos sintomas de rosácea.

Outro comentário: "Há 7 anos cancro da tiroide, no ano seguinte fadiga adrenal, depois menopausa precoce, no ano seguinte prolapso uterino seguido de histerectomia – no ano seguinte fibromialgia e neuropatia. Na minha infância era água fluorada juntamente com comprimidos de flúor. No outono de 2008 enfrentava a incapacidade total. Mal podia andar e não conseguia dormir por causa das dores e vomitava todos os dias devido às dores nas costas. ... Depois de ler sobre o flúor, comecei a perceber de onde vinham todos os meus problemas. ... Comecei a desintoxicação com bórax, 1/8 de colher de chá num litro de água, e em 3 dias os meus sintomas praticamente desapareceram."

Metabolismo do cálcio-magnésio

Existe antagonismo e também cooperação entre o cálcio e o magnésio. Cerca de metade do magnésio total do organismo encontra-se nos ossos e a outra metade no interior das células de tecidos e órgãos. Apenas 1% se encontra no sangue e os rins tentam manter este nível constante excretando mais ou menos com a urina.

Em contrapartida, 99% do cálcio encontra-se nos ossos e o resto no líquido no exterior das células. Os músculos contraem quando o cálcio entra para as células e relaxam quando o cálcio é novamente bombeado para fora e entra o magnésio. Esta bomba celular exige muita energia para bombear o cálcio para fora e, se as células estiverem com uma baixa de energia, o cálcio pode acumular-se dentro das células. A baixa energia celular pode dever-se a Candida, ao metabolismo deficiente dos açúcares ou das gorduras, a deficiências ou à acumulação de resíduos metabólicos e toxinas.

Isto conduz depois à relaxação apenas parcial dos músculos com rigidez, uma tendência para cãibras e má circulação sanguínea e linfática. O problema agrava-se quanto mais cálcio se move dos ossos para os tecidos moles. As células nervosas também podem acumular cálcio, conduzindo a uma transmissão nervosa deficiente, no cristalino causa cataratas, a produção hormonal é cada vez mais reduzida à medida que as glândulas endócrinas calcificam cada vez mais e todas as outras células são afetadas nas suas funções normais. Além disso, causa deficiência de magnésio intracelular. O magnésio é necessário para ativar inúmeras enzimas e a sua deficiência faz com que a produção de energia seja ineficaz e bloqueada.

Um outro problema é que o excesso de cálcio danifica a membrana celular e torna mais difícil a entrada de nutrientes e a saída de resíduos. Quando o nível de cálcio intracelular fica demasiado elevado a célula morre.

Podemos ver aqui a importância do boro como regulador das funções das membranas celulares, especialmente no que diz respeito aos movimentos do cálcio e do magnésio. Com uma deficiência de boro, entra demasiado cálcio para a célula ao passo que o magnésio não consegue entrar para o deslocar. Este é o problema da velhice e das doenças com deficiência de boro que a ela conduzem.

Enquanto se está de boa saúde e especialmente quando se é mais novo, uma proporção de cálcio-magnésio de 2:1 é normal e benéfica e fornecida com uma boa dieta. Mas à medida que a idade avança, com a deficiência de boro e os problemas de doença daí resultantes, precisamos progressivamente de menos cálcio e de mais magnésio.

Para que o boro seja totalmente eficaz a inverter a calcificação dos tecidos, é necessária uma grande quantidade de magnésio. Para as pessoas idosas, recomendo 400 a 600 mg de magnésio juntamente com a suplementação diária de boro intervalados durante o dia e, com problemas prolongados de articulações, magnésio transdérmico adicional. No entanto, o magnésio oral poderá ter de ser ajustado em função do seu efeito laxativo. Tenho dúvidas se os suplementos de cálcio são necessários e benéficos, mesmo no caso de osteoporose. Na minha opinião, essas pessoas têm muito cálcio armazenado nos tecidos moles onde não deveria estar, e os suplementos de boro e magnésio irão voltar a depositar esse cálcio deslocado nos ossos. Considero a insistência dos médicos numa elevada ingestão de cálcio como uma receita para o envelhecimento acelerado.

O que e quanto utilizar

Em certos países (por exemplo, a Austrália, a Nova Zelândia e os EUA) ainda é possível encontrar bórax nas secções de lavandaria e limpeza dos supermercados. Não está disponível nem é necessário bórax de "qualidade alimentar". Todo o bórax é igual e "natural" e, normalmente, extraído de depósitos na Califórnia ou na Turquia, independentemente de ter sido embalado na China ou em qualquer outro país. O rótulo normalmente indica que é 99% puro (ou 990 g/kg de bórax) o que é seguro de utilizar e é a norma legal para o bórax de qualidade agrícola. Permite-se até 1% de resíduos de exploração mineira e refinação. O ácido bórico, caso esteja disponível, pode ser utilizado em cerca de T da dose de bórax, mas não se encontra à venda ao público na Austrália.

Em primeiro lugar, dissolver uma colher de chá ligeiramente arredondada (5 a 6 gramas) de bórax em 1 litro de água de boa qualidade. Esta é a sua solução concentrada, mantenha-a fora do alcance das crianças.

Dose padrão = 1 colher de chá (5 ml) de concentrado. Esta tem 25 a 30 mg de bórax e fornece cerca de 3 mg de boro. Tome 1 dose por dia misturada com bebidas ou alimentos. Se se sentir bem, tome uma segunda dose com outra refeição. Se não houver nenhum problema de saúde específico ou para fins de manutenção, pode continuar indefinidamente com 1 ou 2 doses por dia.

Caso tenha um problema, como por exemplo artrite, osteoporose e doenças associadas, cãibras ou espasmos, rigidez devida à idade, menopausa, e também para melhorar a baixa produção de hormonas sexuais, aumente a ingestão para 3 ou mais doses padrão intervaladas, durante vários meses ou mais tempo, até sentir que o seu problema melhorou suficientemente. Em seguida, volte a reduzir para 1 ou 2 doses por dia.

Para o tratamento de Candida, outros fungos e micoplasmas, ou para a remoção de fluoretos do organismo – utilizando o seu frasco de solução concentrada:

Dose menor para peso baixo a normal - 100 ml (= 1/8 de colher de chá de bórax em pó ou 500 mg); beber intervalado durante o dia.

Dose maior para pessoas mais pesadas - 200 ml (= 1/4 de colher de chá de bórax em pó ou 1000 mg); beber intervalado durante o dia.

Começar sempre com uma dose menor e aumentar gradualmente para o máximo pretendido. Tomar as quantidades máximas durante 4 ou 5 dias por semana durante o tempo que for necessário ou, em alternativa, alternar periodicamente entre uma dose baixa e a sua dose máxima.

Para a candidíase vaginal, encher uma cápsula de gelatina grande com bórax e introduzi-la ao deitar durante uma a duas semanas. Com os fungos dos dedos dos pés ou pé de atleta, molhe os pés e esfregue-os com bórax em pó.

Pode tomar bórax misturado com alimentos ou bebidas. É bastante alcalino e, em concentrações mais elevadas, sabe a sabão. Pode disfarçar o sabor com sumo de limão, vinagre ou ácido ascórbico.

Na Europa, o bórax e o ácido bórico foram classificados como venenos para a reprodução e, desde dezembro de 2010, já não estão disponíveis ao público na UE. Presentemente, o bórax ainda está disponível na Suíça (15), mas o seu envio para a Alemanha não é permitido. Na Alemanha, é possível encomendar uma pequena quantidade (20 a 50 gramas) através de uma farmácia como veneno para as formigas, ficando o pedido registado.

É possível comprar comprimidos de boro nas lojas de produtos dietéticos ou na Internet, frequentemente com 3 mg de boro. Estes contêm boro firmemente ligado não presente em forma iónica, como sucede com o bórax ou o ácido bórico. Embora sejam adequados como um suplemento geral de boro, não espero que funcionem contra a Candida e os micoplasmas, nem como uma cura rápida para a artrite, a osteoporose ou a menopausa. A maioria dos estudos científicos e das experiências individuais foram com bórax ou ácido bórico. Para melhorar a eficácia, recomendo 3 ou mais comprimidos de boro intervalados por dia, durante um período prolongado, combinados com magnésio em quantidade suficiente e um programa antimicrobiano adequado (16).

Efeitos secundários possíveis

Enquanto os efeitos secundários dos medicamentos farmacêuticos tendem a ser negativos e muitas vezes perigosos, com a medicina natural como, por exemplo, a terapia com bórax, estes efeitos são geralmente reações de cura com efeitos benéficos a longo prazo. O mais frequente é a reação de Herxheimer resultante da eliminação de Candida.

Nalguns dos comentários do fórum acima referido, são relatadas melhorias rápidas ao fim de alguns dias. Esta é sempre uma resposta funcional. Os níveis elevados de cálcio nas células provocam contrações musculares com cãibras ou espasmos como uma causa frequente de dor. O boro, especialmente em conjunto com o magnésio, consegue relaxar rapidamente esses músculos e afastar a dor.

No entanto, com calcificações severas prolongadas não é possível redistribuir uma grande quantidade de cálcio em pouco tempo. Isto suscita o aumento dos níveis de cálcio na zona afetada, especialmente as ancas e os ombros, e pode causar problemas durante bastante tempo, como, por exemplo, a tendência para cãibras e dores severas, ou problemas ao nível da circulação sanguínea ou da transmissão nervosa. Os efeitos relacionados com os nervos nas mãos e nos pés podem ser dormência ou sensibilidade reduzida na pele. A passagem pelos rins de quantidades mais elevadas de cálcio e fluoreto pode causar dores temporárias nos rins. Estas reações de cura não podem ser evitadas quando se pretende um nível mais elevado de saúde.

Sempre que tiver um efeito desagradável, reduza ou suspenda temporariamente a ingestão de bórax até o problema desaparecer. Em seguida, comece a aumentar gradualmente outra vez. Outras medidas úteis são o aumento substancial da ingestão de líquidos, a utilização de mais ácidos orgânicos como sumo de limão, ácido ascórbico ou vinagre, e a melhoria do fluxo linfático como sucede ao saltar, andar a pé ou fazendo posições invertidas.

Problemas de toxicidade

As agências de saúde governamentais estão preocupadas com a toxicidade do boro. É possível que também se preocupe se ler o seguinte que diz respeito ao cloreto de sódio ou sal de mesa (17): “Toxicidade oral aguda (LD50 – a dose à qual metade dos animais testados morre): 3000 mg/kg [rato]. Efeitos crónicos nos seres humanos: mutagénico para as células somáticas dos mamíferos. Ligeiramente perigoso em caso de contacto com a pele, ingestão ou inalação. Menor dose oral letal no homem publicada: 1000 mg/kg. Causa efeitos adversos sobre a reprodução nos seres humanos (toxicidade fetal, aborto) por via intraplacentária, pode aumentar o risco de toxemia da gravidez em mulheres suscetíveis. Pode causar efeitos adversos sobre a reprodução e defeitos de nascença em animais, em especial em ratos e ratinhos - toxicidade fetal, aborto, anomalias musculosqueléticas e efeitos maternos (nos ovários, trompas de Falópio). Pode afetar o material genético (mutagénico). A ingestão de grandes quantidades pode irritar o estômago com náuseas e vómitos. Pode afetar o comportamento (espasticidade/contração muscular, sonolência), os órgãos dos sentidos, o metabolismo e o sistema cardiovascular. A exposição contínua pode produzir desidratação, congestão dos órgãos internos e coma.”

Agora compare a toxicidade do cloreto de sódio com a ficha de dados de segurança dos materiais ou FDSM do bórax (18): “Baixa toxicidade oral aguda; LD50 em ratos 4500 a 6000 mg/kg de peso corporal. Toxicidade para a reprodução/desenvolvimento: Estudos de alimentação animal no rato, ratinho e cão, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre a fertilidade e os testículos. Estudos com ácido bórico no rato, ratinho e coelho, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre o comportamento no feto, incluindo perda de peso do feto e variações esqueléticas menores. As doses administradas foram muitas vezes superiores àquelas a que os seres humanos seriam normalmente expostos. Não foram encontradas provas de carcinogenicidade nos ratinhos. Não foi observada atividade mutagénica num conjunto de ensaios sobre mutagenicidade de curta duração. Estudos epidemiológicos em seres humanos não revelam aumento de doença pulmonar em populações ocupacionais com exposições crónicas a poeiras de borato nem efeitos sobre a fertilidade.”

Aqui vê-se que o sal de mesa é 50 a 100% mais tóxico do que o bórax, altera o material genético e é mutagénico, ao passo que o bórax é inofensivo a este respeito. Os bebés são os que correm maior risco com a elevada ingestão de bórax. Estima-se que 5 a 10 gramas possam causar vómitos severos, diarreia, choque e mesmo a morte, mas também diz que as doses letais não estão bem documentadas na literatura.

Os dados de toxicidade seguintes foram retirados de documentos da Agência de Proteção do Ambiente dos EUA e dos Centros de Controlo das Doenças (19, 20).

Numa análise de 784 envenenamentos acidentais de seres humanos com 10 a 88 gramas de ácido bórico não foram notificadas fatalidades, com 88% dos casos a serem assintomáticos, o que significa que não se notou nada. No entanto, foram observados efeitos gastrointestinais, cardiovasculares, hepáticos, renais e no sistema nervoso central, dermatite, eritema e morte em algumas crianças e adultos expostos a mais de 84 mg de boro/kg, o que corresponde a mais de 40 gramas de bórax por 60 kg de peso corporal.

Estudos em animais identificaram a toxicidade reprodutiva como sendo o efeito mais sensível da ingestão de boro. A exposição de ratos, ratinhos e cães durante várias semanas revelou alguns danos ao nível dos testículos e do esperma com doses superiores a 26 mg de boro/kg, o que corresponde a 15 gramas de bórax/dia por 60 kg de peso corporal.

Quem corre maior risco é o feto em desenvolvimento e, nos animais estudados, os ratos foram os mais afetados. Num estudo, foram encontradas ligeiras reduções do peso corporal fetal com 13,7 mg de boro/kg/dia utilizado durante a gravidez. A dose sem efeitos foi estabelecida como sendo inferior a 13,7 mg/kg/dia, o que corresponde a cerca de 7 gramas de bórax por dia por 60 kg de peso corporal. Com um fator de segurança acrescentado, foi calculado um valor sem efeitos de 9,6 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 5 gramas de bórax por 60 kg.

No entanto, num estudo com ratos que se prolongou por 3 gerações não foram detetados efeitos nem toxicidade reprodutiva nos progenitores nem nas crias com 30 mg de boro/kg/dia. Esta dose corresponde a 17 gramas de bórax por 60 kg ingeridos para 3 gerações! Noutro estudo envolvendo 3 gerações, não foram detetados problemas com 17,5 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 9 gramas de bórax/60 kg, ao passo que a dose seguinte mais elevada testada de 58,5 mg/kg/dia, correspondente a 30 gramas de bórax/60 kg, resultou em infertilidade. Assim, podemos admitir que a dose segura para a reprodução é até cerca de 20 gramas/60 kg/dia.

Estudos em seres humanos sobre a possível associação entre problemas de infertilidade e elevados níveis de boro na água, no solo e no pó numa população turca e em trabalhadores do setor de extração e transformação de boro, não detetaram efeitos. Um estudo chegou mesmo a relatar taxas de fertilidade elevadas em trabalhadores envolvidos na produção de bórax em comparação com a média nacional dos EUA.

Tudo isto é importante porque a possível toxicidade reprodutiva é a razão oficial para o atual ataque ao bórax. A FDSM do cloreto de sódio acima referida indica também: "Embora o cloreto de sódio tenha sido utilizado como controlo negativo nalguns estudos de reprodução, também tem sido utilizado como exemplo de que praticamente todos os produtos químicos podem causar defeitos de nascença em animais experimentais se forem estudados nas condições certas." Lembre-se disto quando ler o que se segue.

O ataque ao bórax

A artrite nas suas várias formas e o seu parente próximo, a osteoporose, afetam cerca de 30% da população dos países desenvolvidos. A osteoporose é responsável por mais cuidados hospitalares prolongados do que qualquer outra doença individual. Tal deve-se à incidência muito elevada de fraturas e, especialmente, à natureza prolongada das fraturas da anca. Trata-se de uma das principais fontes de rendimento para o sistema médico-farmacêutico. Se a cura destas doenças com boro-magnésio se tornasse muito conhecida, esta corrente de rendimento vital secaria e o sistema ruiria. Como esta é a indústria maior e mais lucrativa do mundo, não se pode deixar que isso aconteça.

Quando o Dr. Newnham descobriu a cura da artrite com boro, isto não constituiu um grande problema para as empresas farmacêuticas porque as notícias espalhavam-se lentamente e eram facilmente suprimidas. Agora é tudo muito diferente com a comunicação através da Internet. A maioria dos financiamentos para a investigação vem da indústria farmacêutica e nada foi apresentado para duplicar as descobertas do Dr. Newnham e de outros estudos positivos sobre a osteoporose. Em vez disso, os financiamentos vão para o desenvolvimento de medicamentos à base de boro patenteáveis para aplicação limitada, como na quimioterapia, ou mesmo para desacreditar o boro. Numa experiência em tubo de ensaio descobriu-se que uma dose relativamente baixa de cerca de 4 gramas de bórax pode danificar os linfócitos, da mesma forma que um estudo anterior em tubo de ensaio revelou que os suplementos de vitamina C são tóxicos. A maioria dos estudos positivos sobre o bórax vem atualmente da China, do Japão e da Turquia.

Além disso, a PubMed é uma ferramenta de pesquisa com financiamento público, para publicações de investigação biomédica. Enquanto outros artigos relativos a Newnham R.E. e Zhou L.Y. continuam listados, as duas importantes publicações sobre o bórax anteriormente referidas – sobre o ensaio da artrite no Royal Melbourne Hospital e o tratamento de fluorose esquelética na China – já não estão listadas, mas é aí que pertencem e, obviamente, estiveram aí originalmente. Suspeito que tenham sido removidas deliberadamente para impedir que sejam citadas noutros estudos de investigação.

Além disso, cada vez se fazem mais esforços para demonizar publicamente o bórax pela sua alegada toxicidade para a reprodução e para os bebés. A título de exemplo, li recentemente um artigo de um “cientista sénior” do supostamente “verde” Grupo de Trabalho Ambiental. Nesse artigo, os perigos atribuídos ao bórax eram tão exagerados que a maioria dos comentários efetivamente dizia: "Obrigado por me abrir os olhos. Não sabia que o bórax era tão venenoso e perigoso, de certeza que não o vou utilizar mais para lavagem de roupa ou para limpeza da casa de banho e da cozinha".

Trata-se, obviamente, de uma campanha deliberada para fazer com que as pessoas se sintam gratas pela proibição da venda de bórax ao público. Para fins de lavagem de roupa e de limpeza, um Substituto do Bórax substitui agora o produto anteriormente vendido como Bórax. A UE encabeçou esta campanha. Em junho de 2010, o bórax e o ácido bórico foram reclassificados como “tóxicos para a reprodução de categoria 2“, o que sugere que podem ser nocivos para as funções reprodutivas dos seres humanos em doses elevadas, devendo a embalagem do produto apresentar o símbolo da caveira e dos ossos cruzados. A partir de dezembro de 2010, estes produtos deixaram de estar disponíveis para venda ao público na UE. Embora esta classificação se aplique atualmente a toda a Europa, os países não pertencentes à UE ainda têm alguma margem de manobra no que diz respeito às vendas ao público. Esta iniciativa faz parte de um Sistema Mundial Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) que irá ser implementado logo que possível. A Austrália está bem avançada na preparação de regulamentos para implementação do GHS para os produtos químicos industriais, estando previstos novos regulamentos em 2012 (21).

A Agência Europeia dos Produtos Químicos apresentou como motivo para a reclassificação dos produtos de boro (parafraseado):

“Os dados disponíveis não indicam grandes diferenças entre os animais de laboratório e os seres humanos, pelo que se deve admitir que os efeitos observados nos animais podem ocorrer nos seres humanos uma vez que os estudos epidemiológicos em seres humanos são insuficientes para demonstrar a ausência de um efeito adverso dos boratos inorgânicos na fertilidade. Foi determinado o valor de 17,5 mg de boro/kg/dia como um NOAEL (nível sem efeitos adversos observados) relativamente à fertilidade masculina e feminina. Para o rato, a diminuição do peso fetal ocorreu com 13,7 mg de boro/kg/dia e foi determinado um limite seguro de 9,6 mg/kg/dia.” (22)

O que eles estão de facto a dizer é o seguinte: “Embora não tenhamos dados sobre os seres humanos, os estudos em animais sugerem que, para as funções reprodutivas adultas, é segura uma ingestão diária de cerca de 2 colheres de chá de bórax. Mas para ter a certeza absoluta de que ninguém é afetado, vamos proibi-lo totalmente.” O que é importante é que esta decisão não está relacionada com o bórax nos alimentos ou suplementos onde já é proibido, mas apenas para uso geral como em produtos de lavandaria ou de limpeza ou como inseticidas. Uma vez que o bórax não é imediatamente inalado ou absorvido através da pele intacta, é difícil ver como é que mesmo alguns miligramas por dia poderiam entrar para o organismo com a utilização convencional. Se o mesmo padrão fosse aplicado a outros produtos químicos, não ficaria nenhum de fora.

O estudo principal desta avaliação foi publicado em 1972. Por que é que este estudo está agora a ser desenterrado para justificar a proibição do bórax quando não interessou durante os últimos 40 anos? Não faz qualquer sentido científico, especialmente se considerarmos que o principal produto químico existente no novo substituto do bórax, o percarbonato de sódio, é cerca de três vezes mais tóxico do que o bórax. Os valores orais agudos (LD50) para os animais vão de 1034 a 2200 mg/kg/dia (23). Mesmo o vulgarmente utilizado bicarbonato de sódio, com uma LD50 nos animais de 3360 mg/kg, é quase duas vezes mais tóxico do que o bórax (24). Ambos estes produtos químicos não foram testados relativamente à toxicidade reprodutiva a longo prazo com as doses elevadas que causaram problemas de fertilidade nos ratos e ratinhos.

O mesmo se aplica aos pós de lavar, foi indicado que não é de prever toxicidade se forem utilizados da forma aprovada ou que não foram realizados testes de reprodução. Os componentes destes produtos são mais tóxicos do que o bórax, por que motivo podem ser utilizados da forma aprovada mas o bórax não? E quanto aos produtos verdadeiramente tóxicos como a soda cáustica e o ácido clorídrico? Por que motivo se mantêm à disposição do público quando um dos produtos químicos de uso doméstico mais seguros é proibido apesar de ser absolutamente impossível que cause qualquer dano na reprodução com a utilização aprovada?

Independentemente da falta de qualquer credibilidade científica, estão criadas as condições para remover globalmente o bórax e o ácido bórico da venda ao público a curto prazo ou sem aviso. Mesmo os comprimidos de boro de baixo nível e menos eficazes são agora rigorosamente controlados pela indústria farmacêutica e poderão ser restringidos em qualquer altura através dos regulamentos do Codex Alimentarius. Com isto, o sistema médico-farmacêutico neutralizou de forma segura qualquer situação de perigo potencial que o bórax representasse para a sua rentabilidade e sobrevivência.

REFERÊNCIAS

(1) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9638606
(2) http://www.whale.to/w/boron.html
(3) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1566627/pdf/envhper00403-0084.pdf
(4) http://nah.sagepub.com/content/7/2/89.full.pdf
(5) http://www.arthritistrust.org/Articles/Boron and Arthritis.pdf
(6) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/172591209
(7) http://www.ithyroid.com/boron.htm
(8) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21129941
(9) http://www.lef.org/magazine/mag2006/aug2006_aas_01.htm
(10) http://www.earthclinic.com/Remedies/borax.html
(11) http://jac.oxfordjournals.org/content/63/2/325.long
(12) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21774671
(13) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2873987/
(14) http://www.earthclinic.com/CURES/fluoride.html
(15) http://www.supergenial.ch/pi1/pd2.html
(16) http://www.health-science-spirit.com/ultimatecleanse.html
(17) http:/www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9927593
(18) http://www.hillbrothers.com/msds/pdf/n/borax-decahydrate.pdf
(19) http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp26-c2.pdf
(20) http://www.regulations.gov/#!documentDetail;D=EPA-HQ-OPP-2005-0062-0004
(21) http://en.wikipedia.org/wiki/Globally_Harmonized_System_of_Classification_and_Labelling_of_Chemicals
(22) http://echa.europa.eu/documents/10162/17230/supdoc_boric_acid_20100609_en.pdf
(23) http://www.inchem.org/documents/sids/sids/15630894.pdf
(24) http://www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9927258

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017


O Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental), uma organização sem fins lucrativos que defende as políticas de proteção à saúde global e individual, produz o Shoppers' Guide to Pesticides in Produce (Guia ao Consumidor sobre o Uso de Pesticidas nos Produtos Agrícolas).

Ele é baseado nos resultados de quase 43 mil testes com pesticidas.

As frutas e hortaliças orgânicas são, por definição, cultivadas sem o uso de pesticidas. Mas algumas pessoas acham o preço dos alimentos orgânicos um absurdo.

Das 43 categorias diferentes de frutas e hortaliças no Guia sobre Pesticidas, os 12 alimentos a seguir apresentaram o menor teor de pesticidas quando cultivados de modo tradicional. Consequentemente, eles são os produtos agrícolas de cultivo tradicional mais seguros para consumo:

Brócolis
Berinjela
Repolho
Banana
Kiwi
Aspargos
Ervilha-de-cheiro (congelada)
Manga
Abacaxi
Milho doce (congelado)
Abacate
Cebola
O maior estudo sobre alimentos orgânicos, um projeto de quatro anos patrocinado pela União Europeia chamado Quality Low Input Food (QLIF), descobriu que os alimentos orgânicos são MUITO mais nutritivos que os produtos agrícolas comuns e podem melhorar sua saúde e longevidade.

Você deve ouvir mais sobre isso novamente assim que essas descobertas forem publicadas, o que deve ocorrer até o fim do ano.

Esse estudo pode ter impacto considerável, pois suas descobertas podem até mesmo contrariar as recomendações do governo (pelo menos no Reino Unido), que dizem que comer alimentos orgânicos nada mais é do que uma opção de estilo de vida.

Por exemplo, esse estudo revelou que:

As frutas e hortaliças orgânicas contêm até 40% mais antioxidantes
Os produtos agrícolas orgânicos apresentaram níveis mais altos de minerais benéficos, como ferro e zinco
O leite de rebanhos criados de modo orgânico contém até 90% mais antioxidantes
Os pesquisadores foram mais além e disseram que comer alimentos orgânicos pode ajudar a aumentar o consumo de nutrientes de pessoas que não comem as cinco porções recomendadas de frutas e hortaliças por dia.

Os alimentos cultivados no solo mais saudável, com fertilizantes naturais, simplesmente têm que ser mais nutritivos. É algo que todos sabem, mas que é altamente omitido nos Estados Unidos. Mas a ciência está apontando os erros, fazendo com que seja mais difícil sustentar esse fato.

Um estudo de 2003 publicado no Journal of Agricultural Food Chemistry, por exemplo, revelou que os alimentos orgânicos são melhores no combate ao câncer. E, em 2005, os cientistas descobriram que em comparação aos ratos que tinham uma alimentação tradicional, os ratos que receberam alimentos orgânicos tiveram vários benefícios à saúde, tais como:

Melhor condição do sistema imunológico
Hábitos melhores de sono
Menos peso e estrutura mais magra do que os ratos que receberam outros alimentos
Maior teor de vitamina E no sangue (nos ratos de alimentação orgânica)
Isso significa que você deve deixar para trás todos os produtos agrícolas e carnes convencionais e comprar somente alimentos com certificação orgânica? Bem, sim...e não.

O Que Você Deve Comprar Orgânico?

Além do fato de que os alimentos orgânicos contêm níveis mais altos de nutrientes essenciais, eles também apresentam menos resíduos e compostos que são altamente prejudiciais à sua saúde, como os resíduos de herbicidas e pesticidas.

O uso de pesticidas e herbicidas na agricultura tradicional também contamina os lençóis freáticos, destrói a estrutura do solo e promove a erosão. Eles também foram associados à misteriosa "Desordem do Colapso das Colônias" que ameaça as abelhas polinizadoras em todo o mundo.

Tendo isso em mente, comprar ou plantar o máximo possível de alimentos orgânicos não só é a melhor opção para sua saúde, mas para a saúde de todo o planeta.

Entretanto, determinadas frutas e hortaliças estão sujeitas ao uso muito mais intenso de pesticidas do que outras. E, com o aumento dos preços, diversas pessoas têm buscado maneiras de comprar os alimentos mais saudáveis pelo menor custo possível. Uma dessas maneiras é concentrar-se em comprar certos itens orgânicos, e "aceitar" outros plantados tradicionalmente.

É aí que entra o estudo do EWG sobre resíduos de pesticidas nos produtos agrícolas.

Das 43 categorias diferentes de frutas e hortaliças testadas, estas 12 frutas e hortaliças apresentaram a maior quantidade de pesticidas, fazendo com que sejam as mais importantes para se comprar ou plantar de modo orgânico:

Pêssego
Maçã
Pimentão
Aipo
Nectarina
Morango
Cereja
Alface
Uva (importada)
Pera
Espinafre
Batata
O morango plantado de modo tradicional, em especial, mostrou ser altamente tóxico devido à mistura venenosa de pesticidas relatada em um estudo de 2007 patrocinado pela UE.

Porém, tome MUITO cuidado, pois a lista acima é de frutas e hortaliças. As carnes não orgânicas têm concentrações muito maiores de pesticidas do que todas as frutas e hortaliças. E a maior concentração possível de pesticidas está, na verdade, na manteiga não orgânica.

Portanto, se você pode comprar somente um alimento orgânico, opte pela manteiga. A próxima prioridade seria a carne e, uma vez que isso tiver sido resolvido, seria bom concentrar-se na lista de frutas e hortaliças acima.

Os produtos orgânicos de plantio local são com certeza a melhor opção, mas lembre-se de que, muitas vezes, comprar alimentos plantados localmente é a melhor escolha mesmo que sejam de cultivo tradicional, pois o impacto ambiental do transporte de produtos orgânicos em todo o planeta pode anular vários de seus benefícios. As normas de produção orgânica também são questionáveis em várias partes do mundo.

Estes Alimentos de Plantio Tradicional Contêm Poucos Resíduos de Pesticidas — Mas Cuidado Com as Variedades Geneticamente Modificadas!

Embora você provavelmente já tenha ouvido falar das fontes mais comuns de alimentos geneticamente modificados (GM), como o milho, várias pessoas não têm ideia da QUANTIDADE de produtos agrícolas que se encontra disponível agora em variedades GM.

E, talvez ainda pior, quantos testes deliberados de OGM estão sendo realizados atualmente em todo o mundo.

Um exemplo perfeito da repercussão dessa prática pode ser visto no Havaí, onde o abastecimento de sementes de mamão papaia não GM está tão seriamente contaminado por sementes GM que pelo menos 50% das sementes orgânicas foram testadas e apresentaram resultado positivo para OGM!

Isso significa que você tem uma probabilidade maior do que 50% de comprar OGM mesmo quando estiver comprando mamão papaia orgânico do Havaí…

Embora os Estados Unidos não exijam que os produtos GM sejam rotulados, você tem como saber se os produtos agrícolas são geneticamente modificados ou não, olhando seu código PLU. Por exemplo:

Um produto de plantio tradicional apresenta um código PLU de 4 dígitos (por exemplo: banana de plantio tradicional: 4011)
Um produto orgânico apresenta um código de 5 dígitos que começa com o número 9: (por exemplo: banana orgânica: 94011)
Um produto geneticamente modificado apresenta um código de 5 dígitos que começa com o número 8: (por exemplo: banana GM: 84011)
A seguir estão outras frutas que apresentam POUCOS resíduos de pesticidas e que são, portanto, boas opções a serem compradas como sendo de plantio tradicional. No entanto, verifique bem para certificar-se de que não está comprando uma variedade GM.

Abacate – um novo tipo de abacate GM, imune ao "estresse" e pestes, está programado para ser lançado este ano, conforme um relatório de um estado da Índia, publicado em março de 2008.
Banana – a primeira banana GM com genes adicionais que aumentam seus níveis de provitamina A e ferro será lançada em testes de campo na Austrália este ano.

Na Universidade Cornell, os pesquisadores também estão trabalhando para desenvolver uma banana que contenha a vacina contra a hepatite B.
Abacaxi – o abacaxi GM, elaborado para produzir níveis mais altos de proteínas, vitaminas e açúcares, talvez já esteja no mercado. A Austrália registrou o abacaxi no meio ambiente em 2002.

Ele é chamado de "Smooth Cayenne" e apresenta floração tardia e resistência a herbicidas. Também contém o gene do fumo acetohidroxiácido sintase (suRB) da espécie Nicotiana tabacum.
Kiwi – A variedade transgênica do kiwi é a Actinidia deliciosa, oriunda da Itália.
Faça download deste Guia ao Consumidor sobre produtos não GM para obter mais informações sobre como você pode evitar os alimentos geneticamente modificados.

Lembre-se, se você não tem condições de comprar todos os alimentos orgânicos, pelo menos tente comprar os produtos agrícolas com menor carga tóxica e que não sejam geneticamente modificados.

FONTE.
CREDITO TOTAL.
AQUI


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Pesquisadores  encontraram fortes associações entre o consumo excessivo de açúcar e as taxas crescentes de obesidade e de doenças graves, como diabetes, câncer, doenças cardíacas e mal de Alzheimer.

refeições ricas em açúcar são um problema em grande parte causados pela indústria de alimentos processados. Você realmente não tem esse problema quando prepara os seus pratos com alimentos integrais. Infelizmente, a maioria das pessoas ainda comem alimentos muito mais do que processados , e as consequências dessa escolha para a saúde  são desastrosas..

De acordo com um estudo de 2014, cerca de 10% dos americanos consomem 25 por cento ou mais de suas calorias diárias na forma de açúcares . A maioria dos adultos (71,4 %) obtem pelo menos 10 % de suas calorias diárias de açúcar.

As pessoas que consumiram 21 por cento ou mais de suas calorias diárias na forma de açúcar tiveram duas vezes mais probabilidades de morrer de doenças cardíacas em comparação com aqueles que receberam 7 por cento ou menos de suas calorias diárias a partir de adição de açúcar. O risco quase triplicou entre aqueles que consumiram 25 por cento ou mais de suas calorias de açúcar.

Isso significa que pelo menos 10 por cento da população adulta nos EUA estão nesta categoria de risco. Depois de entender a biologia metabólica, não é  nenhuma surpresa ver essas estatísticas; na verdade, é exatamente o que você esperaria.

Dietas com alto índice de açúcar promove doenças cardíacas em crianças

Uma pesquisa mais recente mostra que dietas ricas em açúcar também são um fator de risco significativo para doença cardiovasculares em crianças - e representam um risco significativo, mesmo muito abaixo dos níveis atuais de consumo.

Como observado na última declaração científica sobre o consumo de açúcar infantil da American Heart Association (AHA),  eles finalmente admitiram,  e publicaram o mês passado na revista Circulation:

"Fortes evidências sustentam a associação de adição de açúcares  com o aumento do risco cardiovascular doença em crianças através do aumento da ingestão de glicose, aumento da adiposidade e dislipidemia ...

[I] t é razoável recomendar que as crianças consomem ≤25 g  (100 calorias]  ou ≈ 6 colheres de chá) de açúcares por dia, e evitar açúcares  para crianças menores de 2 anos de idade. "

Considerando o fato de que a doença cardíaca é a principal causa de morte dos norte-americanos, reduzindo o consumo de açúcar não é uma simples decisão a ser tomada. mas, Como pai, você tem a decisão  de controle sobre o destino da saúde do seu filho.

É claro que esta recomendação está muito aquém do que é ideal para crianças. que deve ser inferior a 1 colher de chá de açúcar por dia.

Como o açúcar afeta o cérebro

Outro estudo recente lança nova luz sobre o vício do açúcar, explicando como o açúcar afeta as células do cérebro. Conforme relatado pelo The Independent:

"Nossas células cerebrais - que têm o maior consumo de açúcar de todos os órgãos - é que controla o nosso metabolismo e sentimentos de fome mais do que se acreditava anteriormente ..."

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique usaram imagens de tomografia de emissão de positrões (PET) para demonstrar que a insulina e leptina regulam a entrada de açúcar em suas células cerebrais - tanto em células neuronais e células não-neuronais.

Quando os receptores de insulina na superfície de astrócitos (células não-neuronais que mantem a homeostase em seu cérebro) estão faltando, você acaba com regulação da fome prejudicada, o que pode resultar em excessos e sentir fome o tempo todo.

Dr. Matthias Tschöp, diretor da Divisão de Doenças Metabólicas, disse ao The Independent:

"Os nossos resultados mostram pela primeira vez que processos metabólicas essenciais  e comportamentais não são regulados através de células neuronais sozinho, e que outros tipos de células no cérebro, tais como astrócitos, desempenham um papel crucial."

Além disso, é sabido que o açúcar vai aumentar a liberação de dopamina (neurotransmissor, sensação de bem estar ). Quanto mais açúcar  você consumir o mais resistente você se torna ao efeito da dopamina e mais você vai desejar consumi-lo, um pouco semelhante a resistência à insulina.

As crianças estão ingerindo 3 vezes mais açúcar do que o recomendado para uma boa saúde

De acordo com a AHA, as crianças comem, em média, 19 colheres de chá de açúcar por dia - cerca de três vezes mais do que o recomendado, e a evidência indica claramente que esta tendência dietética anda de mãos dadas com as nossas atuais epidemias de obesidade e doenças crônicas.

Uma única lata de refrigerante ou ponche de frutas pode conter cerca de 40 gramas de açúcar, tornando bebidas açucaradas particularmente arriscadas para as crianças. cereais matinais, barras de cereais, bagels e doces também tendem a conter quantidades elevadas de açúcares, tornando o pequeno-almoço americano padrão, uma receita para a doença e morte prematura.

Dr. Miriam Vos, um professor de pediatria na Universidade de Emory e Saúde Infantil de Atlanta e principal autor da declaração AHA sobre o açúcar, disse à Reuters:

"O açúcar pode influenciar a saúde das pessoas em uma série de maneiras, por exemplo, ele está vinculado ao ganho de peso, níveis mais elevados de colesterol, pior controle de açúcar no sangue e doença hepática gordurosa Todos esses são conhecidos -.. A níveis de colesterol, aumento de peso, resistência à insulina e fígado gordo - e aumentam o risco cardiovascular na idade adulta ".

Vinte e cinco gramas de açúcar por dia é o meu limite recomendado, bem como, com a ressalva acrescentou que, se você está entre os 80 por cento que têm resistência à insulina ou à leptina (, pressão arterial elevada diabéticos com sobrepeso ou toma medicamento estatina), você 'deve  restringir o seu consumo total de frutose em algo como 15 gramas por dia até que você tenha normalizado os níveis de insulina e leptina.

Eu escolhi pessoalmente consumir uma dieta de baixo carboidrato sem adição de açúcares e cerca de 15 a 35 gramas de carboidratos líquidos por dia (carboidratos totais menos fibra) no inverno, quando a luz solar é baixa. Durante o verão eu dobro esse consumo, adicionando frutas que cultivo na minha propriedade na Flórida. Meu favorito são de 50 a 70 cerejas acerola que fornecem cerca de 80 mg de vitamina C cada um.

A associação açucareira responde.

Não surpreendentemente, a Associação dos produtores de açucar não está nada satisfeita com a recomendação de açúcar AHA, que eles chamam de "desconcertante." Em um comunicado de imprensa 24 de agosto, a Associação  responde dizendo:

"Em um ano em que ambos  Dietary Guidelines for Americans (idades entre 2 anos e acima) e (FDA) regra de rotulagem final do Food and Drug Administration (de 4 anos e acima) emitiu uma meta de 10 por cento para a adição de açúcares  em um esforço para fornecer aos americanos uma ferramenta para  elaborar uma dieta saudável, a AHA está lançando suas próprias recomendações muito diferentes.

A AHA recomenda 6 colheres de chá de adição açúcar  para um menino de 16 [a] 18-anos de idade - isto é apenas 3 por cento de suas calorias ... A conversa adição de açúcares  ficou fora de controle e as crenças dos indivíduos estão superando o que a evidência científica mostra na verdade ... "

Eles vão notar que a AHA "está focada em adição de açúcares mas,  contradiz o conselho da Academia Americana de Pediatria (AAP), que historicamente tem sido a voz especialista em dietas das crianças."

Não apenas a Associação de Açúcar sido um "parceiro corporativo" da AAP, 16 mas a AAP também aceitou US $ 3 milhões da Coca-Cola  para a criação de website. saúde infantil,  Em outras palavras, a indústria do açúcar já tem a AAP em seu bolso . Agora eles têm que lutar por seu direito de vender alimentos ricos em açúcar para os jovens mais uma vez, o que significa forjar até estudos mais inclinado a apoiar a sua posição insustentável.

A obesidade está ligada a mais de uma dúzia de canceres

As dietas ricas em açúcar alimentam não só a obesidade mas também o câncer . Segundo o The Cancer Society, o excesso de peso contribui para cerca de 20% de todos os casos de câncer, e pesquisas recentes dos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sugere que o  câncer pode em breve ultrapassar a doença cardíaca como o assassino numero um  dos americanos.

"A partir de 2014, o câncer ultrapassou a doença cardíaca e é a principal causa de morte em 22 estados ... No ano de 2000, foi a principal causa em apenas dois estados."

Os pesquisadores também alertam que a obesidade em breve ultrapassará o tabagismo como a principal causa de câncer. Tudo isso faz todo o sentido uma vez que você entenda a ciência nutricional por trás dele. Açúcar aumenta a insulina e IGF-1, que são ativadores muito poderosos de mTOR, que suprime a autofagia e capacidade do seu corpo para exterminar  as células cancerosas.

Em resumo, as células cancerosas precisam de glicose para prosperar, e carboidratos se transformam em glicose no corpo. A fim matar de fome as células cancerosas, você tem que eliminar a sua principal fonte de alimento, isto é, os açúcares, que incluem todos os carboidratos não vegetais. Otto Warburg recebeu o Prémio Nobel em 1931 por sua pesquisa identificando combustível primário do câncer foi a partir da fermentação anaeróbica da glucose. investigações mais recente também concluíram que o açúcar parece realmente iniciar o crescimento do câncer.

Com base na revisão de mais de 1.000 estudos, uma análise publicada no The New England Journal of Medicine (NEJM) já identificou mais oito cânceres associados com a obesidade, além das várias anteriormente identificadas,  mulheres com excesso de peso também aumentam o seu risco câncer de mama, endométrio, cólon e câncer do rim quanto mais tempo elas permanecem acima do peso, e para alguns tipos de câncer, quanto mais você está com sobrepeso, maior é o risco.

Como o açúcar alimenta o câncer

Um dos principais mecanismos pelos quais o açúcar promove o câncer e outras doenças crônicas é através de disfunção mitocondrial. Quando o seu corpo queima açúcar para o seu combustível primário, níveis muito maiores de espécies reativas de oxigénio (ROS) são criados, que geram radicais livres secundários que causam danos mitocondriais e  no DNA nuclear, juntamente com membrana celular e deficiência de proteína.

Lanches altas hora da noite, especialmente com carboidratos, pode ampliar esses riscos. Há evidências bem convincentes mostrando que quando você fornece combustível para as mitocôndrias, numa altura em que não exigem grandes quantidades, como quando você está dormindo, o sistema gera excessiva e desnecessária produção de ATP, que por sua vez libera ROS, colocando em movimento a mesma cascata de danos mitocondriais e  no ADN tal como agora descrito.

Há também evidências que indicam que as células cancerosas uniformemente tem as mitocôndrias prejudicadas, portanto, comer pouco antes de ir para a cama é com certeza uma idéia muito ruim, considerando que suas células precisam de menos quantidade de combustível quando você está dormindo. Pessoalmente eu preso por seis horas de jejum antes de deitar.

Uma dieta apropriada reduz significativamente o risco de Câncer

Dr. Gary Fettke revisa as evidências mostrando que uma dieta rica em gorduras saudáveis e pobre em carboidratos líquidos (total de carboidratos menos fibras,) pode reduzir significativamente o risco de câncer. Fettke é uma das várias pessoas agora promovendo o modelo metabólico de câncer.

No início deste Dr. Mercola entrevistou Travis Christofferson, autor de um livro fenomenal chamado de "Tripping Over the Truth: A volta da Teoria Metabólica do Câncer ilumina um novo e esperançoso caminho para uma cura", sobre este tema. Em poucas palavras, os defeitos genéticos nucleares normalmente  responsáveis pelo câncer, dá lugar a ideia de que a mitocôndria e danificada primeiro e depois desencadeia mutações genéticas nucleares que podem levar ao câncer.

A boa notícia é que você pode otimizar sua função mitocondrial, abordando sua dieta e exercício físico. Como observa Fettke, uma das principais considerações é o metabolismo da glicose dentro de suas mitocôndrias. !a glicose alimenta o câncer enquanto a gordura o mata de fome!

As células saudáveis pode usar glicose ou corpos cetónicos a partir de gordura como fonte de energia, mas o câncer é metabolicamente restrito a usar apenas glicose. As células cancerosas para a maior parte carecem de flexibilidade metabólica e simplesmente não pode metabolizar cetonas, e é por isso que a cetose nutricional parece ser tão eficaz contra o câncer.

Dietas Low Carb/High fat corta a inflamação

A inflamação é também um importante marcador no dano mitocondrial, que pode levar ao câncer (e muitas outras doenças crônicas), e nossa moderna dieta de alimentos processados é altamente inflamatória. os principais culpados  incluem gorduras poliinsaturados (PUFAs), gorduras trans e açúcar em todas as suas formas, frutose especialmente processados (tais como xarope de milho), bem como grãos refinados. ingredientes artificiais também podem promover a inflamação.

Ao reduzir a quantidade de carboidratos líquidos que você come e substituí-las por gorduras saudáveis, você realiza quatro coisas que irão resultar na diminuição da inflamação e redução do crescimento do câncer. Você irá:

Diminuir o seu nível de glicose no sangue

Reduzir o seu nível mTOR

Reduzir o seu nível de insulina

Baixa de (IGF-1, uma hormona potente que age sobre a glândula pituitária para induzir efeitos metabólicas e endócrinas, incluindo o crescimento celular e replicação. IGF-1 Os níveis elevados estão associados com câncer de mama e outros)

De fato, uma das razões básicas para que uma dieta rica em gorduras saudáveis e pobre em carboidratos líquidos (cetose nutricional) funcione tão bem para a saúde geral e prevenção de doenças é porque ela praticamente zera seu estado inflamatório. E quando a inflamação desaparece, o seu corpo é muito menos predisposto a doença e / ou pode te curar de males que o aflige.

Como observado por Fettke, a investigação sobre a base metabólica de câncer nos apresenta um novo conjunto de opções de prevenção e tratamento do câncer, incluindo o seguinte:

Limitar ou eliminar carboidratos, açúcar líquidos (carboidratos não fibrosos) para evitar alimentar as células cancerosas

Limitar ou eliminar os óleos PUFA e gorduras trans para evitar a formação de radicais livres prejudiciais e, partículas de LDL pequenas e densas.

Limite de proteina (recomenda-se usar uma fórmula de meio grama de proteína por libra de massa corporal magra) para evitar estimular via mTOR

Aumentar a ingestão de antioxidantes (via alimentos e / ou suplementos inteiros) para neutralizar os danos dos radicais livres

Aumentar a ingestão de gordura saudável para alimentar as células saudáveis, enquanto as células cancerosas fiquem com fome. As gorduras saudáveis incluem abacate, óleo de coco, óleo de MCT (particularmente uma grande fonte de cetonas), manteiga

 Dietas com alto teor de açúcar também alimentam a doença  fígado gordo

Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), que afeta até 25 % dos norte-americanos,  é definida como um acúmulo excessivo de gorduras no fígado, na ausência de consumo significativo de álcool. DHGNA também é o tipo mais comum de doença hepática crônica em crianças. O consumo excessivo de carboidratos líquidos, especialmente a frutose em refrigerantes e sucos, é fortemente associada com NAFLD que, se não tratada, pode aumentar o risco de carcinoma hepatocelular (câncer de fígado) .

A razão para isso é porque, ao contrário de outros açúcares, quase toda a frutose que você consome é Transportado para o seu fígado, e - se você consumir grandes quantidades do mesmo - o seu fígado é tributado e danificado da mesma maneira que ele é danificado pelo álcool e outras toxinas.


Como observado em um estudo de 2015 : ". Carboidratos ingeridos são ... mais propensos a contribuir diretamente para DHGNA do que a ingestão de gordura na dieta"  Uma pesquisa da Universidade Tufts mostra que beber mesmo uma única bebida açucarada por dia aumenta o risco de danos no fígado e esteatose hepática.

Dicas para reduzir a sua ingestão de açucar

Uma das maneiras mais importantes para cortar drasticamente  o seu açúcar e consumo de frutose é simplesmente comer comida de verdade, já que a maior parte do açúcar ingerido vem de alimentos processados. Outras maneiras de reduzir o açúcar em sua dieta inclui:

Usando Stevia ou Lo Han-em vez de açúcar e / ou edulcorantes artificiais. Você pode aprender mais sobre o melhor e o pior de substitutos do açúcar no meu artigo anterior, "substitutos do açúcar - o que é seguro e o que não é"
Usando frutas frescas em vez de conservas de frutas ou açúcar para refeições ou receitas
Usando especiarias em vez de açúcar para adicionar sabor a sua refeição.

Fonte: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2016/09/07/recommended-sugar-intake.aspx#_edn2

Referencias:




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