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sábado, 10 de março de 2018



 Ao tentar memorizar algo novo, é normal partir da premissa de que, quanto mais nos concentramos, melhor será nosso desempenho.
Contudo, passar algum tempo sem fazer nada pode ser exatamente o que você precisa. Escureça o ambiente, sente-se e desfrute de 10 a 15 minutos de contemplação silenciosa, e você vai perceber que sua memória estará muito melhor do que tivesse tentado usar o momento de forma mais produtiva.
Uma nova pesquisa revela que devemos buscar "interferências mínimas" durante essas pausas - evitando deliberadamente qualquer atividade que possa interferir na delicada missão de formação da memória. Por isso, evite executar tarefas pequenas, verificar seus emails ou mexer no seu smartphone. Você realmente precisa dar ao seu cérebro a oportunidade de uma recarga completa sem distrações.
Uma desculpa para não fazer nada pode parecer uma técnica mnemônica perfeita para o estudante preguiçoso, mas essa descoberta também pode fornecer algum alívio para pessoas com amnésia e algumas formas de demência, sugerindo novas maneiras de liberar uma capacidade latente e não reconhecida de aprender e lembrar.

Recarregando as baterias

Os extraordinários benefícios de estimulação à memória durante um repouso tranquilo foram documentados em 1900 pelo psicólogo alemão Georg Elias Muller e seu aluno Alfons Pilzecker.
Em uma de suas muitas experiências sobre consolidação da memória, Muller e Pilzecker pediram aos participantes que memorizassem uma lista de sílabas sem sentido. Após um curto período de estudo, metade do grupo recebeu imediatamente uma segunda lista para memorizar - enquanto o resto pôde descansar por seis minutos antes de continuar com a tarefa.
Testados novamente uma hora e meia depois, os dois grupos apresentaram diferentes padrões de memorização. Os participantes que puderam descansar por seis minutos lembraram de quase 50% de sua lista, em comparação com uma média de 28% do grupo que não pôde "recarregar" suas baterias mentais.
A descoberta indicou que nossa memória para novas informações é especialmente frágil logo após a codificação, tornando-a mais suscetível a interferências.

Apesar de vários psicólogos terem revisitado o tema ao longo dos anos, foi apenas no início dos anos 2000 que suas implicações mais amplas começaram a ser conhecidas, a partir de uma pesquisa de Sergio Della Sala, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e Nelson Cowan, da Universidade de Missouri, nos EUA.
Os pesquisadores estavam interessados em descobrir se uma interferência reduzida poderia melhorar as memórias de pessoas que sofreram uma lesão neurológica, como um acidente vascular cerebral.
Usando uma configuração semelhante ao estudo original de Muller e Pilzecker, eles deram aos participantes listas de 15 palavras. Dez minutos depois, testaram a memória deles. Em alguns testes, os envolvidos permaneceram ocupados realizando alguns testes cognitivos. Em outros, foram convidados a se deitar em um quarto escuro e evitar cair no sono.
O impacto dessa pequena intervenção foi mais profundo do que qualquer um poderia supor. Embora os dois pacientes mais gravemente amnésicos não tenham se beneficiado, os outros triplicaram o número de palavras que poderiam lembrar - de 14% para 49%, colocando-os quase na faixa de pessoas saudáveis sem danos neurológicos.

Os resultados seguintes foram ainda mais impressionantes. Os participantes foram convidados a ouvir algumas histórias e a responder perguntas sobre elas uma hora depois. Sem poder descansar, eles só conseguiam lembrar apenas 7% dos fatos das histórias; com o resto, essa taxa saltou para 79% - um aumento astronômico de 11 vezes na informação que eles conseguiram memorizar.
Os pesquisadores também encontraram um benefício semelhante, embora menos pronunciado, para participantes saudáveis em cada caso, aumentando a proporção do que lembraram entre 10 e 30%.

Memória espacial

Della Sala e a ex-aluna de Cowan, Michaela Dewar, da Universidade Heriot-Watt, nos Estados Unidos, realizaram diversos estudos complementares desde então, replicando a descoberta em contextos muito diferentes.
Em participantes saudáveis, descobriram que esses curtos períodos de descanso também podem melhorar nossas memórias espaciais - ajudando, por exemplo, os participantes a lembrar a localização de diferentes pontos de referência em um ambiente de realidade virtual. Essa vantagem permaneceu uma semana após a tarefa de aprendizado original, e parece beneficiar tanto os jovens quanto os idosos.
Além dos sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais, os pesquisadores também encontraram benefícios semelhantes para pessoas nos estágios mais leves do mal de Alzheimer.
Em cada caso, eles simplesmente pediram aos participantes que se sentassem em uma sala com luz reduzida e silenciosa, sem seus celulares ou distrações semelhantes.
"Não demos a eles instruções específicas em relação ao que deveriam ou não deveriam fazer enquanto descansavam", diz Dewar.
"Mas os questionários preenchidos no final de nossos experimentos sugerem que a maioria das pessoas simplesmente deixou suas mentes vagar", acrescenta.
Mesmo assim, devemos ter cuidado para não nos esforçar demais enquanto sonhamos acordados. Em um estudo, por exemplo, os participantes foram convidados a imaginar um evento passado ou futuro durante a pausa, o que pareceu reduzir a memorização do que acabaram de aprender.
Portanto, pode ser mais seguro evitar qualquer esforço mental empreendido durante nosso tempo de inatividade.

Por que isso acontece?

O mecanismo exato ainda é desconhecido, embora algumas pistas venham da crescente compreensão da formação da memória.
É sabido, por exemplo, que, uma vez inicialmente codificadas, as memórias passam por um período de consolidação que as cimenta no armazenamento a longo prazo.
Antigamente, pensava-se que isso acontecia principalmente durante o sono, com uma maior comunicação entre o hipocampo - onde as memórias são formadas pela primeira vez - e o córtex, um processo que pode construir e fortalecer as novas conexões neurais que são necessárias para a lembrança posterior.

Essa intensa atividade noturna pode ser a razão pela qual muitas vezes aprendemos coisas de forma mais eficaz antes de dormir. Mas, em linha com a pesquisa de Dewar, um estudo realizado em 2010 por Lila Davachi, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, descobriu que a solidificação da memória não se limitava ao sono, e que atividade neural semelhante ocorre também durante períodos de repouso.
Na pesquisa, os participantes foram primeiro convidados a memorizar pares de imagens - combinando um rosto com um objeto ou uma cena. Então, puderam se deitar e deixar suas mentes vagarem por um curto período de tempo.
Como era de se esperar, Davachi revelou uma maior interação entre o hipocampo e as áreas do córtex visual durante o repouso. Segundo ela, as pessoas que mostraram um maior aumento de conectividade entre essas áreas foram aquelas que se lembraram mais da tarefa.
Talvez o cérebro tenha algum tempo de inatividade potencial para cimentar o que acabou de aprender - e reduzir qualquer estímulo complementar neste momento pode facilitar esse processo. Parece que o dano neurológico pode tornar o cérebro especialmente vulnerável a essa interferência depois de aprender uma nova memória, razão pela qual o período de descanso provou ser particularmente importante para vítimas de AVC e pessoas com alzheimer.
Na era do excesso de informação, vale a pena lembrar que nossos smartphones não são os únicos que precisam ser recarregados de vez em quando. Nossos cérebros também.

Estratégias

Se você está interessado em maneiras mais rápidas e de baixo esforço para impulsionar sua memória, pode se beneficiar das seguintes estratégias:
Desafie-se: ativamente se empenhar em memorizar informações é muito mais efetivo do que apenas ler passivamente.
Dê um tempo: espere algumas semanas antes de voltar a visitar um material.
Converse consigo mesmo: o ato de simplesmente descrever um evento ajuda a fixá-lo na memória.
Mude o foco: às vezes pode ser benéfico misturar e fazer um rodízio dos assuntos, em vez de estudá-los em bloco.
Matéria original no BBC FUTURE

terça-feira, 6 de junho de 2017




O Iodo é um Halógeno que é essencial ao nosso organismo, todas as células do nosso corpo utiliza o Iodo, que também é essencial para a formação dos hormônios tiroidianos, T4 e T3.
Também chamado de Tiroxina o T4 não é um hormônio em si, mas, um pré hormônio pois, é a partir dele que se forma a triiodotironina T3 na presença de Selênio um oligoelemento.
Em todo o nosso corpo temos aproximadamente o equivalente a 1500mg de iodo, sendo repartidos na relação a seguir:




TIREÓIDE  50mg
PELE  300mg
MUSCULOS  480mg
TEC. ADIPOSO  525mg

Segundo estudos, nos últimos 50 anos a concentração de iodo nos alimentos teve uma baixa de cerca de 50%, ou seja os alimentos que obtemos tem uma concentração de iodo 50% menor, e existem dados que cerca de 90% da população tem deficiência de Iodo.
Todos os tecidos do corpo são dependentes de Iodo, mas principalmente, Mamas, ovários, tireoide, próstata, intestino e estômago.

Os hormônios produzidos pela tireóide, por exemplo, são responsáveis pelo metabolismo do corpo, se esses hormônios não estão sendo formados adequadamente, com certeza, o corpo inteiro vai sofres as consequencial,, levando a pessoa a desenvolver vários sintomas.

Uma das formas mais fáceis de suprir a deficiência de Iodo é usar um suplemento a base de Iodo e Iodeto de potássio chamado solução de Lugol.
A solução de lugol consiste em 5% de Iodo Metaloide inorgânico, e 10% de Iodeto de potássio, que pode ser facilmente adquirido em uma farmácia de manipulação onde o farmacêutico tenha experiência em manipular essa solução.
Vale salientar também que, é necessário a suplementação com selênio, um oligoelemento necessário na conversão de T4 em T3, e também observar por meio de exame a ferritina sérica, que deve estar com níveis acima de 70 ng/ml.
Todos esses parâmetros estando fora dos padrões aceitáveis podem indicar hipotiroidismo, principalmente acompanhados de sintomas característicos.

Como devo usar a solução de Lugol? 

Coloque 2 gotas em meio copo de água, e tome pela manhã. Tem médicos que recomendam usar em jejum, mas também pode ser usado depois do café da manha, ou de se alimentar. Caso alguém tenha problemas no estômago é melhor usar lugol somente depois de alimentar­se, pois assim reduz as chances de irritar a parede do estômago. Não é aconselhável fazer uso do Lugol à noite, pois para certas pessoas pode atrapalhar no sono.

Além de tudo o que foi citado acima, o Iodo é um ótimo quelante de metais tóxicos como o mercúrio e alguns outros, ou seja, ele ajuda na retirada desses metais via urina, metais esses que são responsáveis por várias doenças do mundo moderno.
É também um poderoso bactericida, fungicida e bactericida, sendo usado nos pré-operatórios como agente anticéptico.
A maioria dos médicos não tem conhecimento do Iodo inorgânico associando a solução de lugol com Iodo radioativo usado nos exames de contraste, que por sinal destroem a tireoide, associando assim a suplementação de iodo Lugol com Iodo radioativo, o que não é verdade.

Segundo o Dr Lair Ribeiro mesmo que alguém esteja usando hormônio tiroidiano T4 é necessário a suplementação com lugol visto que o hormônio T4 faz aumentar o metabolismo corporal aumentando também a demanda de Iodo em outros tecidos, e não somente na tireoide.


CURIOSIDADE



Os japoneses ingerem seca de 100 vezes mais iodo que a recomendação diaria ocidental, eles comem uma espécie de alga chamada SEAWEED, estudos tem mostrado que uma ingestão de alimentos ricos em iodo está relacionado ao aumento do QI, não é de se admirar que os japoneses são considerados super inteligentes. esse fato está relacionado a alta ingestão de iodo.






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